sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Rajá Cohllor - 1990

Terminado o governo do presidente José Sarney (1986-1990), o cartunista Novaes aposenta o personagem Sir Ney e passa a nos contar em forma de tiras diárias no jornal Folha da Tarde (SP) as aventuras do Rajá Cohllor, este baseado no sucessor de Sarney, Fernando Collor de Mello (1990-1992) que se elegeu com a plataforma de "Caçador de Marajás", em combate aos políticos e funcionários públicos do alto escalão com salários e privilégios estratosféricos. 

Em um governo turbulando marcado pelo confisco da caderneta de poupança da população e por escândalos financeiros e políticos Fernando Collor renunciou em 1992, revelando-se ele mesmo um autêntico marajá!

Para saber mais sobre Novaes clique aqui e aqui.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Pluft, o fantasminha - 1978

Pluft, o Fantasminha é uma peça teatral infantil escrita pela dramaturga brasileira Maria Clara Machado, em 1955. Retrata a história do rapto da menina Maribel pelo malvado pirata Perna-de-Pau. Maribel, escondida no sótão de uma velha casa, conhece uma família de fantasmas e faz amizade com Pluft, um fantasminha que tem medo de gente.

A peça foi encenada pela primeira vez no Teatro O Tablado, no Rio de Janeiro, em setembro de 1955, com direção da própria autora, pela qual recebeu o prêmio APCA.

Em 1978, graças aos esforços de Yvonne Amorim, da distribuidora ECAB, foram adquiridos os direitos de publicação em forma de páginas dominicais das aventuras do fantasminha.

Os desenhos ficaram a cargo de Mário Mastrotti e os roteiros por conta de César Silva, o Cerito. Ao todo foram realizados 22 capítulos distribuídos em jornais pelo Brasil afora.

Pluft já havia tido um título próprio em 1975 lançado pela editora Etcetera. Primeiramente semanal e posteriormente quinzenal trazia uma combinação de HQs, passatempos e pequenos contos infantis. A revista teve pelo menos 12 edições e segundo o expediente a própria Maria Clara Machado estava envolvida com a produção. A arte das histórias de Pluft é creditada apenas a Ivan e Mauro e depois apenas a Mauro, com texto de Ana Maria, sem mais informações sobre os autores.
Acima, Pluft na edição número doze da revista da editora Etcetera, de 1975. O fantasminha dividia seu espaço com histórias em quadrinhos europeias como Yoko Tsuno de Roger Leloup e M. Tillieux.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

LeãoZinho - 1993

Voltado ao público infantil, LeãoZinho foi criado pelo cartunista Geandré (Arlindo Rodrigues, 1951-2022) no início da década de 1990. Apresentado no formato de tiras e passatempos, LeãoZinho tinha todas as características para ser aproveitado também em produtos de licenciamento, no qual Geandré era consultor, tendo sido autor também do livro técnico Os Marketing Comics (editora Global, 1996).

"O personagem levou quatro anos para definir sua personalidade, forma gráfica e universo", declarou Geandré, e já saiu com alguns produtos lançados como confecção, brinquedos e adesivos.

LeãoZinho teve título próprio, um tabloide pela editora New Comics.

Para saber mais sobre Geandré clique aqui e aqui.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Ed Roque - 1989

Ed Roque fazia parte da revista infanto-juvenil StarShow da editora Abril. A publicação, de 1989, trazia matérias e reportagens sobre ídolos jovens da música, moda e esporte. 

Ambientada no mundo musical Ed Roque fazia graça com os candidatos a futuros astros do rock e suas bandas de garagem. Foi idealizada por Salvador Messina, o criador do Ran, e pelo animador Wesllen. Os autores se conheceram na produção do programa Rá-Tim-Bum da TV Cultura, que estrearia em 1990, e emplacaram várias parcerias profissionais.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Os Cavaleiros da Magia - 2005

Seguindo a linha dos Cavaleiros do Zodíaco, mas ambientada nos tempos dos Cavaleiros da Távola Redonda, a série Os Cavaleiros da Magia foi publicada na revista Anime Planet da editora Minuano, que trazia matérias e reportagens sobre mangás e animes. 

Com uma pegada bem mais debochada que sua inspiradora, Cavaleiros da Magia tinha roteiro e personagens de Franco de Rosa e desenho (lápis e arte-final) de Arthur Garcia.

O pesquisador Quim Thrussel localizou a mesma história publicada na revista de passatempos Jovens Cavaleiros da mesma editora em 2005 mas com esse outro nome e com créditos fictícios para: História - João Zola; Desenhos - Augusto Gância; Cores - Vitor Carvalho e colaboração de Miguel Marques.


Capa da revista Anime Planet, editora Minuano, 2005.


sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Hoé - 1975

Com um traço caligráfico na linha de Henfil e Paulo Paiva, o cartunista Carmo criou a série Hoé para ser publicada no Suplemento Quadrinhos da Folha de S. Paulo a partir de abril de 1975 e manteve regularidade até agosto de 1976. 

Com um desenho muito simplificado, mas com boas ideias, a série era protagonizada por cachorros, o principal deles, Hoé, sempre num palanque de caixotes distribuindo sua sabedoria. Hoé sempre teve histórias de uma página no formato horizontal. Em vários números do Suplemento, Hoé teve mais de uma história publicada, principalmente no final de sua participação no jornal. O nº 218, de 15/08/1976, o último em que Hoé foi publicado, teve 4 histórias da série. 

Com a perda do espaço Carmo, aparentemente, abandonou os quadrinhos.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Niko-Niko - 1977

Niko-Niko foi criado em 1977 pelo cartunista Jal (José Alberto Lovetro - 1955) em 1977. 

Sobre o personagem o próprio Jal explica:

"De 1975 a 1977 trabalhei na revista Arigatô editada pelo Jornal Paulista da colônia japonesa. Eu estava na faculdade de jornalismo e na revista fazia alguma reportagem na área de quadrinhos e era crítico de cinema. Ilustrava as páginas da revista e criei este personagem Niko-Niko (Sorridente) para a última página da revista. Sorridente porque ele nasceu quando caiu a bomba atômica em Hiroshima. Ao invés de chorar riu. Desde então começou a questionar a desinteligência humana.

Quando criamos eu, o Gual e a Januária Cristina a turminha Sport Gang no final dos anos 90, fiz um novo desenho do personagem com o mesmo nome.

Quando foi lançado o Senninha em 1994 tinha um japonezinho também chamado Niko na turminha. Eu pedi para o Ridaut mudar e ele me atendeu".

O Jornal Paulista foi fundado com o objetivo de se posicionar contra as ideias “vitoristas”, que não aceitavam a derrota do Japãp na 2ª Guerra Mundial, e esclarecer a população sobre os acontecimentos da guerra, mostrando-se mais incisivo em suas colocações. O editorial da primeira edição do Jornal Paulista, publicado em 1º de janeiro de 1947 e intitulado “Começando...”, deixa clara a sua posição e a nova dinâmica que conduziria a imprensa nipo-brasileira. Esclarece que a ideia é que o Jornal Paulista servisse aos interesses da colônia japonesa para que, posteriormente, pudesse “integrar-se na grande família da imprensa brasileira”.

Para saber mais sobre o Jornal Paulista clique aqui.

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