Natural de Bebedouro, SP, e hoje radicado em Campinas, Pierre Trabbold tem mais de 25 anos de experiência no mercado editorial. Destaca-se pela diversidade de estilo em suas ilustrações e é também autor de alguns livros infantis, conhecendo profundamente o funcionamento da imaginação da criança. Entre os livros ilustrados por ele estão: Dor De Dente Real; A Pulga Espertalhona, com Claudio Feldman e A Loja de Brinquedos com Rubem Alves, todos da editora Loyola.
TIRAS Memory
Blog de Luigi Rocco dedicado à recuperação histórica das tiras no Brasil.
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Criko na Terra do Nunca - 1980
sexta-feira, 27 de março de 2026
A Patota - 1983
Zeca, Ceará e Simone, essa é a turma de jovens que compõem A Patota, série criada para o Diarinho, suplemento infantil do Diário do Povo de Campina, pelo cartunista Renilton em 1983.
Com um traço muito bem elaborado, Renilton fazia rir e pensar com tiradas muito bem boladas em suas tiras. Além delas o autor produzia também ilustrações e passatempos para o suplemento. A Patota durou pelo menos até 1988.
sexta-feira, 20 de março de 2026
Gigante Brasilião - 1974
Com um tom bastante ufanista e aproveitando as comemorações dos dez anos da fundação de Brasília, completados em 1973, estreou em 13 de janeiro de 1974 no Diarinho, suplemento infantil dominical do jornal Diário do Povo de Campinas (SP), o Gigante Brasilião, do desenhista Magnus, que apresentava um traço bastante amadurecido.
Tendo como símbolo o Telefone Secreto das Cinco Estrelas (Cruzeiro do Sul), Gigante Brasilião estava alerta contra os inimigos do nosso Brasil e do resto do mundo. Seu grande vilão era o doutor K. Phona, sempre fugindo da polícia "porque é um sujeito mau"!
Publicado em forma de duas páginas semanais coloridas, o super-herói, em sua primeira aventura, tem que deter o doutor K. Phona quando este se alia a um extraterrestre pretendendo dominar todas as usinas elétricas do país.
As aventuras do Gigante, cuja identidade secreta nunca foi revelada, tiveram bastante sucesso, sendo publicadas por semanas a fio.
sexta-feira, 13 de março de 2026
Sarapico -1972
Sarapico, junto com o João Cascata, outro personagem do desenhista, parece ser uma espécie de alter ego de Jair, comentando com humor e sarcasmo as dificuldades e problemas diários do público leitor do jornal.
Encontramos (imagem acima) na edição 1129 do jornal satírico paulistano O Governador, de 1956, uma colaboração de Jair Nascimento de Lima. Com uma assinatura e um traço muito semelhantes ao do Jair do Notícias Populares podemos imaginar que seja a mesma pessoa. Supondo que na época esse Jair tivesse por volta de 20 anos, o Jair do NP teria em 1972 cerca de 36 anos, o que corresponde aos autorretratos que o desenhista fazia, como no exemplo abaixo, de 1974.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Turma do Barnabé - 1992
Juntando a inocência malandra e malícia inocente do povo do interior do sudeste e centro-oeste brasileiro, Barnabé, um garoto de oito anos bastante ranzinza, mas possuidor de uma liderança natural, participava de aventuras divertidíssimas com seus amigos.
São eles: Ceci, sua namorada; Rodolfo, o menino da cidade; Chuji, o vizinho das hortas, dorminhoco e cientista; Hermão, o mais forte da turma; Sorriso, piadista e craque em futebol; Fessora, míope e distraída; Cilinha, a mãe de Sardinha, Hermão e Barnabé, cozinheira e parteira da região; Tio Jeca, caipirão, não gosta de coisas modernas; Nenê, tem um ano e é o irmão mais novo de Barnabé; Sardinha, gago, ansioso e assustado; Nhô Quité, irmão do Jeca, pão-duro, pescador e mentiroso; Giovanna, vaidosa e desajeitada, vive tentando conquistar o Barnabé.
As tiras eram criadas Vanderley Feliciano, que as fazia rafeadas e a maioria delas foi executada pelo desenhista Mingo (Domingos de Souza, 12 de maio de 1958 - São Paulo - SP). Os dois trabalhavam no estúdio Ely Barbosa. As tiras saíram na editora Sampa, em revistas infantis. Vanderley Feliciano foi o principal arte-finalista do estúdio Ely Barbosa, tendo trabalhos publicados em praticamente todas as revistas em quadrinhos do gênero infantil produzidas por esse estúdio durante as décadas de 1970 e de 1980. Excepcional arte-finalista e letrista Feliciano faleceu em 2000 em decorrência de uma diabetes.
Em 2003 Barnabé ganhou título próprio na coleção Graphic Talents nº 08 da editora Escala
Nessa 2ª fase as histórias eram de Franco de Rosa, João Costa e Genival, os desenhos eram de Edil Araújo, Wanderley Felipe e Mingo, a arte-final ficava por conta de João Costa e as letras por Wanderley Felipe (Wanderfel). As tiras eram criadas e desenhadas por Wanderley Felipe.
Esse material saiu em edições especiais do Manual do Manuel da editora Escala, acompanhadas de CDs e CD-ROM a partir de 2001, quando também ganhou um site na internet.
Nas palavras de Franco de Rosa:
"O Barnabé fui eu mesmo quem criou, quis fazer um projeto em homenagem ao meu tio Wilson, mas que é um personagem que aparece uma vez só. Era uma história de um sítio onde o Wilson é o tio de uma turminha de crianças. Eu fiz esse projeto pra editora Sampa e foi a partir dessa história que eu fiz o roteiro todo rascunhado. O editor Carlos Casamata viu e me deu liberdade total, então eu fiz o que eu queria mesmo. Produzi o gibi inteiro. No número um quem ajudou em toda a produção foi o João Costa, ele é quem fez algumas histórias com o Mingo, que era do Ely Barbosa, e muitas das histórias foram escritas e criadas pelo Vanderlei Feliciano. Era ele que fazia as tiras em rascunho, ele fazia roteiros bem rascunhados e ele ele era letrista de várias histórias e pra vários desenhistas.
O João Costa produziu o Barnabé números 1, 2 e 3. Eu tenho essas 3 edições prontinhas e todas desenhadas. Tenho os originais que vários artistas desenharam, e tem um artista que fez alguns quadrinhos eróticos pra mim, mas ele era mais desenhista de animação, que é o Edil Araújo
Eu produzi e acompanhei toda essa produção, escrevi vários roteiros mas a história principal é da turminha, uma história maior que tem umas 12 ou 15 páginas, onde conto a história da turma, que tem um primo que é mais velho do que eles e um adulto que chega para fazer uma cobrança no sítio, é como se fosse um cobrador da Casas Bahia e quem protege o sítio é o o galo, um galo de briga da turma e a partir daí também tem um cachorro que é o Baduk. Baduk um cachorro que existiu e que era desse meu tio Wilson.
Foi um trabalho que eu criei e a Sampa publicou muitas revistas de passatempos, revistas para colorir, bastante mesmo. Não foram só revistas simples com 16 páginas, como também alguns almanaques. Foram feitas tiras do Barnabé e o Vanderlei Felipe desenhou muitas das tiras escritas pelo Vanderlei Feliciano e também algumas que eu escrevi. Algumas o próprio Vanderlei Felipe fez, então foi uma produção muito grande naquele período, a partir de 1992. E o gibi do Barnabé colorido saiu pela Escala na coleção Graphic Talents. A edição estava pronta mas as histórias foram remontadas porque os gibis originais têm 4 tiras por páginas e na edição da Escala tem 3 tiras por página. A edição foi remontada e colorida pelo Vanderlei Felipe.
Algum tempo depois eu conheci o Barnabé, o humorista, (José Ferreira de Melo - 1949), que era o irmão do Barnabé original dos anos 60 (João Ferreira de Melo - 1932/1968).
Ele me ligou porque eu tinha feito uma revista de reportagem sobre caipiras com um CD-ROM do Nerso da Capitinga e nessa edição eu publiquei as histórias do Barnabé e o Barnabé humorista queria receber direitos autorais do Barnabé personagem, que era outra coisa, não tinha nada a ver com ele. Acabamos lançando mais 4 revistas Manual do Manoel com os dois juntos e acabaram saindo algumas histórias do Barnabé adulto, este sim baseado no humorista".
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
Rajá Cohllor - 1990
Terminado o governo do presidente José Sarney (1986-1990), o cartunista Novaes aposenta o personagem Sir Ney e passa a nos contar em forma de tiras diárias no jornal Folha da Tarde (SP) as aventuras do Rajá Cohllor, este baseado no sucessor de Sarney, Fernando Collor de Mello (1990-1992) que se elegeu com a plataforma de "Caçador de Marajás", em combate aos políticos e funcionários públicos do alto escalão com salários e privilégios estratosféricos.
Em um governo turbulando marcado pelo confisco da caderneta de poupança da população e por escândalos financeiros e políticos Fernando Collor renunciou em 1992, revelando-se ele mesmo um autêntico marajá!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
Pluft, o fantasminha - 1978
A peça foi encenada pela primeira vez no Teatro O Tablado, no Rio de Janeiro, em setembro de 1955, com direção da própria autora, pela qual recebeu o prêmio APCA.
Em 1978, graças aos esforços de Yvonne Amorim, da distribuidora ECAB, foram adquiridos os direitos de publicação em forma de páginas dominicais das aventuras do fantasminha.
Os desenhos ficaram a cargo de Mário Mastrotti e os roteiros por conta de César Silva, o Cerito. Ao todo foram realizados 22 capítulos distribuídos em jornais pelo Brasil afora.







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