sexta-feira, 1 de maio de 2026

Doubli - 2010

Em um sábado, 2 de janeiro de 2010, com apenas 13 anos estreava como quadrinista na Folhinha, suplemento infantil da Folha de São Paulo, o garoto João Montanaro, com seu personagem Doubli.

Sua estreia foi noticiada da seguinte maneira pelo jornal:

"O garoto Doubli tem uns nove anos, não é lá muito estudioso, gosta de futebol e no momento está tentando aprender a andar de bicicleta. Ele é um dos personagens criados por um garoto só um pouco mais velho: João Montanaro, que tem 13 anos e estreia hoje como quadrinista da Folhinha.

O adolescente começou a desenhar quando tinha seis anos. Aos nove, conquistou o primeiro lugar no 4º Salãozinho de Humor de Piracicaba (SP), que reúne feras e novatos de HQs e cartuns.

A prancheta que usa para desenhar foi feita pelo pai e batizada de velha Betsy. Ao lado dela, está um aquário com dois peixes vermelhos — Doubli, seu alter ego, tem um caracol de estimação. E nesse cantinho que ele bola suas histórias, sempre à noite. 'Na maioria das vezes, tenho de me concentrar para ter ideias para as tiras.' Ele anota tudo num caderno de rascunhos.

O menino aprendeu a desenhar sozinho. E em bate-papos com cartunistas veteranos recebe alguns dos toques mais importantes. Foi numa troca de e-mails que o ilustrador Orlando Pedroso o convidou para visitar seu estúdio. Desde então, virou seu 'mestre'. 'Ele me falou que, para ser um bom cartunista, é preciso ler muito para ter boas referências”, diz o garoto, que faz também cartuns para a revista Mad".

Atualmente Montanaro já é um autor consolidado e segue firme em sua carreira como cartunista.


sexta-feira, 24 de abril de 2026

No Reino de Primus - 1999

"No laboratório espacial do Pico do Marumbi, Lila, Bite e Deco estão atentos na história dos Amigos das Estrelas que o super computador Ram está contando. A fórmula dimensional trouxe o comandante Chip e o guerreiro Sideral ao encontro do cientista Bio nas proximidades do planeta Terra. 

O cientista Bio transportou o Reino de Primus da galáxia da Fantasia e o escondeu no Parque Nacional do Iguaçu durante 500 anos para salvá-lo dos Predadores. Mas o professor Querubim, Gregório e o índio Pajé-açu acabam chegando na entrada do reino quando exploravam a trilha dos Curupiras. Após as tentativas do robô Morubixaba, Gregório domina os estranhos Curupiras e parte em direção ao reino, sozinho. Suas ambições poderiam acabar com o segredo do Reino de Primus.

Querubim recebe a missão de impedí-lo, após salvar o Morubixaba que se tornou invisível por falta de energia. Querubim entra no reino graças ao medalhão mágico dado pelo Morubixaba como prova de confiança. É confundido pelos habitantes do reino que pensam que ele é inimigo. Assustado com o gigante Org, Querubim é salvo por Buba de cair no abismo e a confusão é desfeita. Com o medalhão do Morubixaba todos o reconhecem como amigo".

Este é o resumo das aventuras de No Reino de Primus, criadas por José Henrique Castro Alves (Vídeo Cartoon) com o auxílio de Marco Aurélio da Silveira e Marcelo Henrique Castro Alves para O Estadinho, suplemento de O Estado do Paraná em maio de 1999.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Liko, um menino muito louco - 1998

Marcello Dellova criou em 1998 o personagem Liko, um menino muito louco, para o Liberalzinho, o caderno infantil do jornal O Liberal, de Americana, SP.

Liko "é um garotinho muito curioso e engraçado" e seu maior sonho é ser super-herói quando crescer. Tem dois mascotes: Pepê um cachorrinho que tem mania de enterrar tudo e leo, uma lagartixa que vive no quarto do garoto e regularmente o acompanha em seus passeios.

Dellova, 55 anos, foi ilustrador de livros infantis e trabalhava principalmente para crianças. Atualmente se dedica às artes plásticas.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Brasa - 1998

Abusando da metalinguagem o cartunista Sander de Carvalho criou, em fevereiro de 1998, o dragão Brasa para o caderno infantil Liberalzinho, do jornal O Liberal de Americana, SP. 

Brasa vivia em atrito com seu criador, a quem chamava de San, geralmente discordando do enredo proposto pelo autor.

Sander, 54 anos, já havia trabalhado para o MSP Estúdios, era ilustrador e também cuidava do projeto gráfico de O Liberal.


quinta-feira, 2 de abril de 2026

Criko na Terra do Nunca - 1980

Com um traço bastante influenciado pelo cartunista italiano Benito Jacovitti, o ilustrador Pierre Trabbold produziu em 1980 a série Criko na Terra do Nunca para o suplemento Criança do Jornal de Hoje de Campinas - SP.

Natural de Bebedouro, SP, e hoje radicado em Campinas, Pierre Trabbold tem mais de 25 anos de experiência no mercado editorial. Destaca-se pela diversidade de estilo em suas ilustrações e é também autor de alguns livros infantis, conhecendo profundamente o funcionamento da imaginação da criança. Entre os livros ilustrados por ele estão: Dor De Dente Real; A Pulga Espertalhona, com Claudio Feldman e A Loja de Brinquedos com Rubem Alves, todos da editora Loyola.

sexta-feira, 27 de março de 2026

A Patota - 1983


Zeca, Ceará e Simone, essa é a turma de jovens que compõem A Patota, série criada para o Diarinho, suplemento infantil do Diário do Povo de Campinas, pelo cartunista Renilton em 1983.

Com um traço muito bem elaborado, Renilton fazia rir e pensar com tiradas muito bem boladas em suas tiras. Além delas o autor produzia também ilustrações e passatempos para o suplemento. A Patota durou pelo menos até 1988.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Gigante Brasilião - 1974

Com um tom bastante ufanista e aproveitando as comemorações dos dez anos da fundação de Brasília, completados em 1973, estreou em 13 de janeiro de 1974 no Diarinho, suplemento infantil dominical do jornal Diário do Povo de Campinas (SP), o Gigante Brasilião, do desenhista Magnus, que apresentava um traço bastante amadurecido.

Tendo como símbolo o Telefone Secreto das Cinco Estrelas (Cruzeiro do Sul), Gigante Brasilião estava alerta contra os inimigos do nosso Brasil e do resto do mundo. Seu grande vilão era o doutor K. Phona, sempre fugindo da polícia "porque é um sujeito mau"!

Publicado em forma de duas páginas semanais coloridas, o super-herói, em sua primeira aventura, tem que deter o doutor K. Phona quando este se alia a um extraterrestre pretendendo dominar todas as usinas elétricas do país.

As aventuras do Gigante, cuja identidade secreta nunca foi revelada, tiveram bastante sucesso, sendo publicadas por semanas a fio.