sexta-feira, 15 de maio de 2026

Sir Holland - 2005

Sir Holland é um cavaleiro medieval um tanto atípico: um pouco atrapalhado, medroso e não muito inteligente. Ao contrário do estereótipo romantizado pelos contos de fadas, o personagem é um ser comum: magro, narigudo, baixinho, que usa métodos pouco ortodoxos e um tanto polêmicos para enfrentar os desafios. 

“Ele é uma espécie de anti-herói autêntico, que apresenta alternativas bem originais para solucionar os problemas. É como se um brasileiro estivesse na era medieval”, explica o cartunista Zambi, que criou o personagem ainda entre 1999 e 2001.

Participam também das aventuras:

Vellus, o escudeiro. O fiel escudeiro de Holland, que passa a maior parte de seu tempo lavando, cozinhando e polindo as espadas e armaduras de seu senhor. Quando sobra tempo, auxilia-o em suas aventuras. Apesar de seu ofício ser exigente e perigoso, este calmo menino não tem reclamações.

Princesa Aurora. A bela e ciumenta noiva de Holland é uma garota muito à frente de seu tempo, mas que ainda sonha que um dia seu amado pare de adiar a cerimônia de casamento. Aurora é o cérebro por trás da regência do reino de Nheko's, que mantém a salvo da “genialidade” de seu pai, o Rei Bryan. Em seu tempo vago, serve de refém para os vilões do reino.

Rei Bryan de Nheko's. O monarca de Nheko's, cuja fama, dizem, é de reger melhor o garfo do que o reino. Apenas graças à sua filha, Aurora, o reino ainda não foi ao prego! Embora seja um glutão, é justo e bondoso — seu problema é realmente pensar mais com o estômago do que com o que tem debaixo da coroa (que não é muito).

A primeira publicação de uma das histórias de Sir Holland foi em um jornal em 2005. Depois disso, o personagem se aventurou durante três anos em uma revista de RPG, a hoje extinta “Dragon Slayer”, em que suas histórias eram publicadas mensalmente. Zambi conta que a inspiração para criar o personagem veio de um filme clássico da comédia britânica produzido pelo grupo Monty Python, “Em Busca do Cálice Sagrado”. 

“Era uma sátira em cima da era medieval e observei que o humor pode ser extraído de coisas tristes, como este período obscuro e violento da história”, relata Zambi, que afirma também ter se inspirado nas histórias de “Asterix e Obelix” para criar Sir Holland.

Em 2014 o personagem ganhou sua primeira graphic novel, “As Aventuras De Sir Holland, O Bravo”, pela editora Jambô.

Sandro Zamboni ou Zambi, é natural de Caxias do Sul - RS, e reside em Florianópolis desde 2011. Trabalha com ilustração desde 1991, quando começou como ilustrador na redação do jornal Folha de Hoje e aprendiz do cartunista Carlos Iotti, autor de Radicci, aos 14 anos. De 2000 até 2016, passou por vários veículos de comunicação do grupo RBS (O Pioneiro, A Hora de Santa Catarina, Diário Catarinense) e Grupo RIC (Notícias do Dia) nas funções de ilustrador, infografista e chargista. Durante esse período, também trabalhou como freelancer, produzindo peças para publicidade, artes de capa e miolo para publicações editoriais (Multifoco, AVEC, Estronho, Novo Século e Jambô).

Zambi ilustrou vários livros em quadrinhos como: O Astro Genesis Potestades com Douglas Freitas, editora Gráfica, 2021; Ar Frio com Romeu Martins e Val Oliveira, editora Skript, 2021; Crepúsculo Sentai com Douglas Freitas, editora Skript, 2022; Bill Finger - A História Secreta Do Cavaleiro Das Trevas com Diego Moreau e Douglas Freitas, editora Skript, 2023 e Nosferatu em Quadrinhos de F. W. Murnau com Romeu Martins, editora Kaiju, 2025.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Zig e Zag - 1995

Zig e Zag eram os anfitriões da revista juvenil Geração Teen - Zig & Zag da editora Escala, lançada em 1995 e que tratava do universo adolescente com temas como HQs, games, multimídia, esporte e música. Os mascotes eram dois adolescentes com vestimentas do universo grunge e interagiam em forma de ilustração com as matérias ao longo da publicação para, no final, ganharem uma página em forma de quadrinhos, que se aproveitava da metalinguagem para se comunicar com o leitor.

A criação ficava a cargo do desenhista Arthur Garcia e de Marcial Godoy, um dos editores da revista.

Para saber mais sobre Arthur clique aqui.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Doubli - 2010

Em um sábado, 2 de janeiro de 2010, com apenas 13 anos estreava como quadrinista na Folhinha, suplemento infantil da Folha de São Paulo, o garoto João Montanaro, com seu personagem Doubli.

Sua estreia foi noticiada da seguinte maneira pelo jornal:

"O garoto Doubli tem uns nove anos, não é lá muito estudioso, gosta de futebol e no momento está tentando aprender a andar de bicicleta. Ele é um dos personagens criados por um garoto só um pouco mais velho: João Montanaro, que tem 13 anos e estreia hoje como quadrinista da Folhinha.

O adolescente começou a desenhar quando tinha seis anos. Aos nove, conquistou o primeiro lugar no 4º Salãozinho de Humor de Piracicaba (SP), que reúne feras e novatos de HQs e cartuns.

A prancheta que usa para desenhar foi feita pelo pai e batizada de velha Betsy. Ao lado dela, está um aquário com dois peixes vermelhos — Doubli, seu alter ego, tem um caracol de estimação. E nesse cantinho que ele bola suas histórias, sempre à noite. 'Na maioria das vezes, tenho de me concentrar para ter ideias para as tiras.' Ele anota tudo num caderno de rascunhos.

O menino aprendeu a desenhar sozinho. E em bate-papos com cartunistas veteranos recebe alguns dos toques mais importantes. Foi numa troca de e-mails que o ilustrador Orlando Pedroso o convidou para visitar seu estúdio. Desde então, virou seu 'mestre'. 'Ele me falou que, para ser um bom cartunista, é preciso ler muito para ter boas referências”, diz o garoto, que faz também cartuns para a revista Mad".

Atualmente Montanaro já é um autor consolidado e segue firme em sua carreira como cartunista.


sexta-feira, 24 de abril de 2026

No Reino de Primus - 1999

"No laboratório espacial do Pico do Marumbi, Lila, Bite e Deco estão atentos na história dos Amigos das Estrelas que o super computador Ram está contando. A fórmula dimensional trouxe o comandante Chip e o guerreiro Sideral ao encontro do cientista Bio nas proximidades do planeta Terra. 

O cientista Bio transportou o Reino de Primus da galáxia da Fantasia e o escondeu no Parque Nacional do Iguaçu durante 500 anos para salvá-lo dos Predadores. Mas o professor Querubim, Gregório e o índio Pajé-açu acabam chegando na entrada do reino quando exploravam a trilha dos Curupiras. Após as tentativas do robô Morubixaba, Gregório domina os estranhos Curupiras e parte em direção ao reino, sozinho. Suas ambições poderiam acabar com o segredo do Reino de Primus.

Querubim recebe a missão de impedí-lo, após salvar o Morubixaba que se tornou invisível por falta de energia. Querubim entra no reino graças ao medalhão mágico dado pelo Morubixaba como prova de confiança. É confundido pelos habitantes do reino que pensam que ele é inimigo. Assustado com o gigante Org, Querubim é salvo por Buba de cair no abismo e a confusão é desfeita. Com o medalhão do Morubixaba todos o reconhecem como amigo".

Este é o resumo das aventuras de No Reino de Primus, criadas por José Henrique Castro Alves (Vídeo Cartoon) com o auxílio de Marco Aurélio da Silveira e Marcelo Henrique Castro Alves para O Estadinho, suplemento de O Estado do Paraná em maio de 1999.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Liko, um menino muito louco - 1998

Marcello Dellova criou em 1998 o personagem Liko, um menino muito louco, para o Liberalzinho, o caderno infantil do jornal O Liberal, de Americana, SP.

Liko "é um garotinho muito curioso e engraçado" e seu maior sonho é ser super-herói quando crescer. Tem dois mascotes: Pepê um cachorrinho que tem mania de enterrar tudo e leo, uma lagartixa que vive no quarto do garoto e regularmente o acompanha em seus passeios.

Dellova, 55 anos, foi ilustrador de livros infantis e trabalhava principalmente para crianças. Atualmente se dedica às artes plásticas.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Brasa - 1998

Abusando da metalinguagem o cartunista Sander de Carvalho criou, em fevereiro de 1998, o dragão Brasa para o caderno infantil Liberalzinho, do jornal O Liberal de Americana, SP. 

Brasa vivia em atrito com seu criador, a quem chamava de San, geralmente discordando do enredo proposto pelo autor.

Sander, 54 anos, já havia trabalhado para o MSP Estúdios, era ilustrador e também cuidava do projeto gráfico de O Liberal.


quinta-feira, 2 de abril de 2026

Criko na Terra do Nunca - 1980

Com um traço bastante influenciado pelo cartunista italiano Benito Jacovitti, o ilustrador Pierre Trabbold produziu em 1980 a série Criko na Terra do Nunca para o suplemento Criança do Jornal de Hoje de Campinas - SP.

Natural de Bebedouro, SP, e hoje radicado em Campinas, Pierre Trabbold tem mais de 25 anos de experiência no mercado editorial. Destaca-se pela diversidade de estilo em suas ilustrações e é também autor de alguns livros infantis, conhecendo profundamente o funcionamento da imaginação da criança. Entre os livros ilustrados por ele estão: Dor De Dente Real; A Pulga Espertalhona, com Claudio Feldman e A Loja de Brinquedos com Rubem Alves, todos da editora Loyola.