Juntando a inocência malandra e malícia inocente do povo do interior do sudeste e centro-oeste brasileiro, Barnabé, um garoto de oito anos bastante ranzinza, mas possuidor de uma liderança natural, participava de aventuras divertidíssimas com seus amigos.
São eles: Ceci, sua namorada; Rodolfo, o menino da cidade; Chuji, o vizinho das hortas, dorminhoco e cientista; Hermão, o mais forte da turma; Sorriso, piadista e craque em futebol; Fessora, míope e distraída; Cilinha, a mãe de Sardinha, Hermão e Barnabé, cozinheira e parteira da região; Tio Jeca, caipirão, não gosta de coisas modernas; Nenê, tem um ano e é o irmão mais novo de Barnabé; Sardinha, gago, ansioso e assustado; Nhô Quité, irmão do Jeca, pão-duro, pescador e mentiroso; Giovanna, vaidosa e desajeitada, vive tentando conquistar o Barnabé.
As tiras eram criadas Vanderley Feliciano, que as fazia rafeadas e a maioria delas foi executada pelo desenhista Mingo (Domingos de Souza, 12 de maio de 1958 - São Paulo - SP). Os dois trabalhavam no estúdio Ely Barbosa. As tiras saíram na editora Sampa, em revistas infantis. Vanderley Feliciano foi o principal arte-finalista do estúdio Ely Barbosa, tendo trabalhos publicados em praticamente todas as revistas em quadrinhos do gênero infantil produzidas por esse estúdio durante as décadas de 1970 e de 1980. Excepcional arte-finalista e letrista Feliciano faleceu em 2000 em decorrência de uma diabetes.
Em 2003 Barnabé ganhou título próprio na coleção Graphic Talents nº 08 da editora Escala
Nessa 2ª fase as histórias eram de Franco de Rosa, João Costa e Genival, os desenhos eram de Edil Araújo, Wanderley Felipe e Mingo, a arte-final ficava por conta de João Costa e as letras por Wanderley Felipe (Wanderfel). As tiras eram criadas e desenhadas por Wanderley Felipe.
Esse material saiu em edições especiais do Manual do Manuel da editora Escala, acompanhadas de CDs e CD-ROM a partir de 2001, quando também ganhou um site na internet.
Nas palavras de Franco de Rosa:
"O Barnabé fui eu mesmo quem criou, quis fazer um projeto em homenagem ao meu tio Wilson, mas que é um personagem que aparece uma vez só. Era uma história de um sítio onde o Wilson é o tio de uma turminha de crianças. Eu fiz esse projeto pra editora Sampa e foi a partir dessa história que eu fiz o roteiro todo rascunhado. O editor Carlos Casamata viu e me deu liberdade total, então eu fiz o que eu queria mesmo. Produzi o gibi inteiro. No número um quem ajudou em toda a produção foi o João Costa, ele é quem fez algumas histórias com o Mingo, que era do Ely Barbosa, e muitas das histórias foram escritas e criadas pelo Vanderlei Feliciano. Era ele que fazia as tiras em rascunho, ele fazia roteiros bem rascunhados e ele ele era letrista de várias histórias e pra vários desenhistas.
O João Costa produziu o Barnabé números 1, 2 e 3. Eu tenho essas 3 edições prontinhas e todas desenhadas. Tenho os originais que vários artistas desenharam, e tem um artista que fez alguns quadrinhos eróticos pra mim, mas ele era mais desenhista de animação, que é o Edil Araújo
Eu produzi e acompanhei toda essa produção, escrevi vários roteiros mas a história principal é da turminha, uma história maior que tem umas 12 ou 15 páginas, onde conto a história da turma, que tem um primo que é mais velho do que eles e um adulto que chega para fazer uma cobrança no sítio, é como se fosse um cobrador da Casas Bahia e quem protege o sítio é o o galo, um galo de briga da turma e a partir daí também tem um cachorro que é o Baduk. Baduk um cachorro que existiu e que era desse meu tio Wilson.
Foi um trabalho que eu criei e a Sampa publicou muitas revistas de passatempos, revistas para colorir, bastante mesmo. Não foram só revistas simples com 16 páginas, como também alguns almanaques. Foram feitas tiras do Barnabé e o Vanderlei Felipe desenhou muitas das tiras escritas pelo Vanderlei Feliciano e também algumas que eu escrevi. Algumas o próprio Vanderlei Felipe fez, então foi uma produção muito grande naquele período, a partir de 1992. E o gibi do Barnabé colorido saiu pela Escala na coleção Graphic Talents. A edição estava pronta mas as histórias foram remontadas porque os gibis originais têm 4 tiras por páginas e na edição da Escala tem 3 tiras por página. A edição foi remontada e colorida pelo Vanderlei Felipe.
Algum tempo depois eu conheci o Barnabé, o humorista, (José Ferreira de Melo - 1949), que era o irmão do Barnabé original dos anos 60 (João Ferreira de Melo - 1932/1968).
Ele me ligou porque eu tinha feito uma revista de reportagem sobre caipiras com um CD-ROM do Nerso da Capitinga e nessa edição eu publiquei as histórias do Barnabé e o Barnabé humorista queria receber direitos autorais do Barnabé personagem, que era outra coisa, não tinha nada a ver com ele. Acabamos lançando mais 4 revistas Manual do Manoel com os dois juntos e acabaram saindo algumas histórias do Barnabé adulto, este sim baseado no humorista".

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