sexta-feira, 29 de maio de 2026

DBride - A Noiva do Dragão - 2004

Aventura de espada e magia em estilo mangá, Dragon's Bride foi publicada em capítulos na revista Dragon Slayer, da editora Escala, a partir de 2004.

Contava a peregrinação de Koi, um lobo antropomórfico, por um Japão imaginário.

Participam da história:

Koi - Ele só queria um peixinho frito, mas tinha que pescar as carpas de um lorde-feiticeiro ciumento. Acabou como hóspede involuntário (e bem passado) de sua vila.

Dafnia - Noiva prometida (e nojenta até dizer chega) de Lorde Betta. Ela acidentalmente interrompeu a execução de Koi nas mãos de seu noivo. Mesmo assim, detesta o “vagabundo”.

Coridora - Fadinha chata que pentelha Koi. Não confunda com aquela OUTRA fadinha(o) emo que também acompanha um guerreiro errante (referência à série Berserk, de  Kentaro Miura). A Coridora é muito mais macho.

Tuna - Irmã mais nova e mais esforçada de Dafnia. Ela teme pela irmã, sabe de alguma coisa terrível que não sabemos.

A série foi criada pelo roteirista Marcelo Cassaro e pela desenhista Érica Awano.

Sobre os autores:

Marcelo Cassaro (15 de agosto de 1970) é escritor, roteirista e editor brasileiro, conhecido principalmente como um dos criadores do universo de Tormenta, incluindo a série em quadrinhos Holy Avenger, e como editor veterano de revistas de RPG, em especial a Dragão Brasil. É, também, criador do sistema de RPG 3D&T e autor do romance de ficção científica Espada da Galáxia.

Recebeu o Prêmio Angelo Agostini, nas categorias roteirista (1998, 1999 e 2004) e mestre do quadrinho nacional (2018), bem como o Troféu HQ Mix (2002 e 2003). Iniciou sua carreira em 1985 no suplemento Diarinho do jornal Diário do Grande ABC e na produtora Black & White & Color de Mauricio de Sousa, onde trabalhou nos filmes da Turma da Mônica. Em 2011, a Jambô Editora lançou uma edição especial de DBride - Noiva Do Dragão, escrita por Cassaro e desenhada por Érica Awano, publicada anteriormente de forma seriada na revista Dragon Slayer.

Atualmente, Cassaro trabalha na revista Turma da Mônica Jovem, na qual começou como roteirista do arco "Brilho de um Pulsar" (números 6 a 8). A trama é inspirada no longa animado A Princesa e o Robô, de 1983 (no qual o próprio Marcelo colaborou, nas funções de intervalador e assistente de design) e escreveu o arco de história "Monstros do Id" (edições 16 a 18), além de ser responsável pelos layouts dos roteiros de Petra Leão, principal roteirista de Turma da Mônica Jovem. 

Érica Awano é uma desenhista brasileira de ascendência japonesa, conhecida principalmente por seus trabalhos relacionados ao universo de Tormenta, incluindo a série em quadrinhos Holy Avenger, pela qual recebeu o Troféu HQ Mix em 2002 e 2003. Embora desenhe no estilo mangá, Awano não se considera mangaká, já que nem sempre segue a narrativa dos quadrinhos japoneses.

Neta de imigrantes japoneses, Érica Awano formou-se em Letras e Literatura pela Universidade de São Paulo (USP) e começou sua carreira como desenhista em 1996 em um mangá licenciado de Mega Man e publicado pela Editora Magnum.

Atualmente desenha para o mercado estadunidense, agenciada pela empresa Glass House. É dela o lápis da adaptação para HQ do game Warcraft.

Em 2006, participou do álbum em comemoração aos 25 anos de O Menino Maluquinho, de Ziraldo. Recentemente, Érica trabalhou numa adaptação de Alice no País das Maravilhas, com roteiros de Leah Moore (filha de Alan Moore) e John Reppion, e colorização de PC Siqueira. Em 2016, ilustrou o segundo volume de Patas Sujas, escrito por Cris Peter, feito em parceria com o coletivo Estúdio Complementares. Foi escolhida como Homenageada na Edição do FIQ 2018.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Turminha do Seto - 1989

Claudio Seto sempre foi conhecido como um dos pilares da revolucionária editora Edrel (SP), criada por Minami Keize, no final dos anos 1960 e por sua participação como editor na Grafipar (PR), no final dos anos 1970. Lembrado por suas histórias eróticas e violentas, também flertou com o universo infantil com o  Ninja, o Samurai Mágico da Edrel e com o Super Pinóquio na Grafipar.

Em meados dos anos 1980, Setou uniu-se ao jornal Correio de Notícias (pertencente à editora Grafipar) de Curitiba assumindo várias funções como: repórter, editor do caderno de cultura, ilustrador e chargista. Lá criou a Turminha do Seto. Os personagens funcionavam basicamente como apresentadores de passatempos, mas ganharam também algumas páginas em quadrinhos.

Participavam da turma:

Superpic, o Super Pinóquio da Grafipar; Norinho, um pequeno samurai artista baseado em Noriyassu Seto, filho mais velho do autor; Asinha, um anjo; Panqueco, um músico; Jaci, uma indígena e Melissa, a menina repórter do Super Pinóquio. Os passatempos foram publicados também na revista Cruzadinhas, da editora Fama, inclusive uma edição especial com Melissa.

Acima, charge de 1989 abordando a disputa de Luís Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello pela presidência da república.

Para saber mais sobre Claudio Seto clique aqui.

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Sir Holland - 2005

Sir Holland é um cavaleiro medieval um tanto atípico: um pouco atrapalhado, medroso e não muito inteligente. Ao contrário do estereótipo romantizado pelos contos de fadas, o personagem é um ser comum: magro, narigudo, baixinho, que usa métodos pouco ortodoxos e um tanto polêmicos para enfrentar os desafios. 

“Ele é uma espécie de anti-herói autêntico, que apresenta alternativas bem originais para solucionar os problemas. É como se um brasileiro estivesse na era medieval”, explica o cartunista Zambi, que criou o personagem ainda entre 1999 e 2001.

Participam também das aventuras:

Vellus, o escudeiro. O fiel escudeiro de Holland, que passa a maior parte de seu tempo lavando, cozinhando e polindo as espadas e armaduras de seu senhor. Quando sobra tempo, auxilia-o em suas aventuras. Apesar de seu ofício ser exigente e perigoso, este calmo menino não tem reclamações.

Princesa Aurora. A bela e ciumenta noiva de Holland é uma garota muito à frente de seu tempo, mas que ainda sonha que um dia seu amado pare de adiar a cerimônia de casamento. Aurora é o cérebro por trás da regência do reino de Nheko's, que mantém a salvo da “genialidade” de seu pai, o Rei Bryan. Em seu tempo vago, serve de refém para os vilões do reino.

Rei Bryan de Nheko's. O monarca de Nheko's, cuja fama, dizem, é de reger melhor o garfo do que o reino. Apenas graças à sua filha, Aurora, o reino ainda não foi ao prego! Embora seja um glutão, é justo e bondoso — seu problema é realmente pensar mais com o estômago do que com o que tem debaixo da coroa (que não é muito).

A primeira publicação de uma das histórias de Sir Holland foi em um jornal em 2005. Depois disso, o personagem se aventurou durante três anos em uma revista de RPG, a hoje extinta “Dragon Slayer”, em que suas histórias eram publicadas mensalmente. Zambi conta que a inspiração para criar o personagem veio de um filme clássico da comédia britânica produzido pelo grupo Monty Python, “Em Busca do Cálice Sagrado”. 

“Era uma sátira em cima da era medieval e observei que o humor pode ser extraído de coisas tristes, como este período obscuro e violento da história”, relata Zambi, que afirma também ter se inspirado nas histórias de “Asterix e Obelix” para criar Sir Holland.

Em 2014 o personagem ganhou sua primeira graphic novel, “As Aventuras De Sir Holland, O Bravo”, pela editora Jambô.

Sandro Zamboni ou Zambi, é natural de Caxias do Sul - RS, e reside em Florianópolis desde 2011. Trabalha com ilustração desde 1991, quando começou como ilustrador na redação do jornal Folha de Hoje e aprendiz do cartunista Carlos Iotti, autor de Radicci, aos 14 anos. De 2000 até 2016, passou por vários veículos de comunicação do grupo RBS (O Pioneiro, A Hora de Santa Catarina, Diário Catarinense) e Grupo RIC (Notícias do Dia) nas funções de ilustrador, infografista e chargista. Durante esse período, também trabalhou como freelancer, produzindo peças para publicidade, artes de capa e miolo para publicações editoriais (Multifoco, AVEC, Estronho, Novo Século e Jambô).

Zambi ilustrou vários livros em quadrinhos como: O Astro Genesis Potestades com Douglas Freitas, editora Gráfica, 2021; Ar Frio com Romeu Martins e Val Oliveira, editora Skript, 2021; Crepúsculo Sentai com Douglas Freitas, editora Skript, 2022; Bill Finger - A História Secreta Do Cavaleiro Das Trevas com Diego Moreau e Douglas Freitas, editora Skript, 2023 e Nosferatu em Quadrinhos de F. W. Murnau com Romeu Martins, editora Kaiju, 2025.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Zig e Zag - 1995

Zig e Zag eram os anfitriões da revista juvenil Geração Teen - Zig & Zag da editora Escala, lançada em 1995 e que tratava do universo adolescente com temas como HQs, games, multimídia, esporte e música. Os mascotes eram dois adolescentes com vestimentas do universo grunge e interagiam em forma de ilustração com as matérias ao longo da publicação para, no final, ganharem uma página em forma de quadrinhos, que se aproveitava da metalinguagem para se comunicar com o leitor.

A criação ficava a cargo do desenhista Arthur Garcia e de Marcial Godoy, um dos editores da revista.

Para saber mais sobre Arthur clique aqui.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Doubli - 2010

Em um sábado, 2 de janeiro de 2010, com apenas 13 anos estreava como quadrinista na Folhinha, suplemento infantil da Folha de São Paulo, o garoto João Montanaro, com seu personagem Doubli.

Sua estreia foi noticiada da seguinte maneira pelo jornal:

"O garoto Doubli tem uns nove anos, não é lá muito estudioso, gosta de futebol e no momento está tentando aprender a andar de bicicleta. Ele é um dos personagens criados por um garoto só um pouco mais velho: João Montanaro, que tem 13 anos e estreia hoje como quadrinista da Folhinha.

O adolescente começou a desenhar quando tinha seis anos. Aos nove, conquistou o primeiro lugar no 4º Salãozinho de Humor de Piracicaba (SP), que reúne feras e novatos de HQs e cartuns.

A prancheta que usa para desenhar foi feita pelo pai e batizada de velha Betsy. Ao lado dela, está um aquário com dois peixes vermelhos — Doubli, seu alter ego, tem um caracol de estimação. E nesse cantinho que ele bola suas histórias, sempre à noite. 'Na maioria das vezes, tenho de me concentrar para ter ideias para as tiras.' Ele anota tudo num caderno de rascunhos.

O menino aprendeu a desenhar sozinho. E em bate-papos com cartunistas veteranos recebe alguns dos toques mais importantes. Foi numa troca de e-mails que o ilustrador Orlando Pedroso o convidou para visitar seu estúdio. Desde então, virou seu 'mestre'. 'Ele me falou que, para ser um bom cartunista, é preciso ler muito para ter boas referências”, diz o garoto, que faz também cartuns para a revista Mad".

Atualmente Montanaro já é um autor consolidado e segue firme em sua carreira como cartunista.


sexta-feira, 24 de abril de 2026

No Reino de Primus - 1999

"No laboratório espacial do Pico do Marumbi, Lila, Bite e Deco estão atentos na história dos Amigos das Estrelas que o super computador Ram está contando. A fórmula dimensional trouxe o comandante Chip e o guerreiro Sideral ao encontro do cientista Bio nas proximidades do planeta Terra. 

O cientista Bio transportou o Reino de Primus da galáxia da Fantasia e o escondeu no Parque Nacional do Iguaçu durante 500 anos para salvá-lo dos Predadores. Mas o professor Querubim, Gregório e o índio Pajé-açu acabam chegando na entrada do reino quando exploravam a trilha dos Curupiras. Após as tentativas do robô Morubixaba, Gregório domina os estranhos Curupiras e parte em direção ao reino, sozinho. Suas ambições poderiam acabar com o segredo do Reino de Primus.

Querubim recebe a missão de impedí-lo, após salvar o Morubixaba que se tornou invisível por falta de energia. Querubim entra no reino graças ao medalhão mágico dado pelo Morubixaba como prova de confiança. É confundido pelos habitantes do reino que pensam que ele é inimigo. Assustado com o gigante Org, Querubim é salvo por Buba de cair no abismo e a confusão é desfeita. Com o medalhão do Morubixaba todos o reconhecem como amigo".

Este é o resumo das aventuras de No Reino de Primus, criadas por José Henrique Castro Alves (Vídeo Cartoon) com o auxílio de Marco Aurélio da Silveira e Marcelo Henrique Castro Alves para O Estadinho, suplemento de O Estado do Paraná em maio de 1999.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Liko, um menino muito louco - 1998

Marcello Dellova criou em 1998 o personagem Liko, um menino muito louco, para o Liberalzinho, o caderno infantil do jornal O Liberal, de Americana, SP.

Liko "é um garotinho muito curioso e engraçado" e seu maior sonho é ser super-herói quando crescer. Tem dois mascotes: Pepê um cachorrinho que tem mania de enterrar tudo e leo, uma lagartixa que vive no quarto do garoto e regularmente o acompanha em seus passeios.

Dellova, 55 anos, foi ilustrador de livros infantis e trabalhava principalmente para crianças. Atualmente se dedica às artes plásticas.