Zé Tachiinha fazia humor com motivos de marcenaria e com os produtos da Duratex.
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
Zé Tachinha -1962
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Chico Minhoca - 1962
Nesse periodo passou a desenhar as aventura de Chico Minhoca e, em entrevista que pode ser lida aqui, falou sobre o personagem:
"Entrei em 1962 na Duratex na área de propaganda, fazendo folhetos, cadernos de instrução técnica. Durante alguns anos fizemos uma revista chamada O Serrote, totalmente ilustrada, dando dicas sobre marcenaria e carpintaria, na verdade foi uma precursora das que existem hoje, de hooby e lazer. Ensinava como pregar, o nome das peças, ferramentas, tudo isso ilustrado, e tinha alguns personagens, um deles era Chico Minhoca, um caipirinha, tipo Chico Bento, feito pelo Maurício de Souza, que depois eu desenvolvi. Chico contava coisas sobre o produto, sempre de forma cômica".
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Inocêncio - 1977
Pedro trabalhou no Diário do Grande ABC de 1977 a 1979. Fez algumas animações experimentais em super-8 e ilustrava o Diarinho, suplemento infantil do jornal.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Hospsicopatas - 1979
Em 1979 o cartunista Kimil Shimizu publicou uma série de tiras com temática de hospício na revista Piadas de Loucos e Malucos da editora Gepê. O trabalho se apresentava com um traço moderno e arrojado. Recentemente todo esse material e mais alguma coisa foi reunido em álbum pela editora Criativo e rebatizado de Hospsicopatas.
Acima, cartum de Kimil publicado no livro A Técnica Universal das Histórias em Quadrinhos de Fernando Ikoma lançado pela editora Edrel em 1972. Como podemos observar, o tema da psicologia já era importante na obra do autor.
Para saber mais sobre Kimil clique aqui.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Xerife Bang - 1977
Sobre o autor:
Carlos Cooper (1958), natural de São Paulo, capital, começou em 1972 como arte finalista no jornal Diário do Grande ABC e Ilustrou seu suplemento infantil.
Em 1977 publicou no Jornal da Mooca, São Paulo, tiras semanais do Xerife Bang e em 1981 lançou Bibelô, página de HQ infantil para o jornal Mercúrio. Em 1984 mudou-se para os U.S.A. onde trabalhou na Norton Advertising Agency em Nova Iorque como ilustrador. Atualmente é profissional freelancer em NY.
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Valente - 2010
Ambientada em um mundo com animais antropomorfizados, Valente conta a história do jovem cão que dá nome à tira. Começou a ser publicada no site do autor em 2010 e, depois, no jornal O Globo. Em 2011, Vitor lançou de forma independente uma coletânea das primeiras tiras em ordem cronológica chamada Valente para sempre. No ano seguinte, lançou o segundo volume, Valente para todas.
Em 2013, a Panini Comics republicou as duas primeiras coletâneas e passou a lançar as novas edições, num total de seis volumes.
Personagens:
Sobre o autor:
Vitor Mariano Lopes Cafagg - (Belo Horizonte, 1978). Graduou-se em Desenho Industrial pela Universidade do Estado de Minas Gerais, em 2002. Criou a webcomic Puny Parker, em que imagina a infância do personagem Peter Parker. Criou também a tira Valente, publicada pelo jornal O Globo. Sua primeira publicação independente, Duo.tone, e a coletânea de tiras Valente para sempre, ambas de 2012, renderam ao autor o Troféu HQ Mix de 2012, na categoria Novo Talento (Roteirista). No ano seguinte, foi o vencedor na categoria Publicação de Tiras, com Valente para todas.
Participou dos álbuns Pequenos Heróis (2010) e Futuros Heróis (2013) de Estevão Ribeiro (com roteiros de Estevão Ribeiro) e MSP 50, em que recriou o personagem Chico Bento. Em 2013, criou em parceria com a irmã, Lu Cafaggi, o álbum Turma da Mônica: Laços. Segundo volume da série Graphic MSP. Em 2015, Vitor e Lu publicaram uma sequência de Turma da Mônica: Laços, Turma da Mônica: Lições, o livro ganhou o 28º Troféu HQ Mix na categoria "melhor publicação juvenil".
Em 2017, foi lançada mais uma sequência, Turma da Mônica: Lembranças. Em 2019, a Turma da Mônica: Laços foi adaptada um filme live-action de mesmo nome. Em dezembro de 2020, durante uma live para Comic Con Experience, foi anunciada uma graphic novel do Franjinha, escrita e desenhada por Vitor Cafaggi.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Nego e Nega - 1979
Criados em 1979, Nego & Nega conseguem rir de si mesmos e ao mesmo tempo que nos passam a sua realidade social, também nos ensinam a sorrir, numa produção de tiras do melhor nível profissional.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
DBride - A Noiva do Dragão - 2004
Contava a peregrinação de Koi, um lobo antropomórfico, por um Japão imaginário.
Participam da história:
Koi - Ele só queria um peixinho frito, mas tinha que pescar as carpas de um lorde-feiticeiro ciumento. Acabou como hóspede involuntário (e bem passado) de sua vila.
Dafnia - Noiva prometida (e nojenta até dizer chega) de Lorde Betta. Ela acidentalmente interrompeu a execução de Koi nas mãos de seu noivo. Mesmo assim, detesta o “vagabundo”.
Coridora - Fadinha chata que pentelha Koi. Não confunda com aquela OUTRA fadinha(o) emo que também acompanha um guerreiro errante (referência à série Berserk, de Kentaro Miura). A Coridora é muito mais macho.
Tuna - Irmã mais nova e mais esforçada de Dafnia. Ela teme pela irmã, sabe de alguma coisa terrível que não sabemos.
A série foi criada pelo roteirista Marcelo Cassaro e pela desenhista Érica Awano.
Sobre os autores:
Marcelo Cassaro (15 de agosto de 1970) é escritor, roteirista e editor brasileiro, conhecido principalmente como um dos criadores do universo de Tormenta, incluindo a série em quadrinhos Holy Avenger, e como editor veterano de revistas de RPG, em especial a Dragão Brasil. É, também, criador do sistema de RPG 3D&T e autor do romance de ficção científica Espada da Galáxia.
Recebeu o Prêmio Angelo Agostini, nas categorias roteirista (1998, 1999 e 2004) e mestre do quadrinho nacional (2018), bem como o Troféu HQ Mix (2002 e 2003). Iniciou sua carreira em 1985 no suplemento Diarinho do jornal Diário do Grande ABC e na produtora Black & White & Color de Mauricio de Sousa, onde trabalhou nos filmes da Turma da Mônica. Em 2011, a Jambô Editora lançou uma edição especial de DBride - Noiva Do Dragão, escrita por Cassaro e desenhada por Érica Awano, publicada anteriormente de forma seriada na revista Dragon Slayer.
Atualmente, Cassaro trabalha na revista Turma da Mônica Jovem, na qual começou como roteirista do arco "Brilho de um Pulsar" (números 6 a 8). A trama é inspirada no longa animado A Princesa e o Robô, de 1983 (no qual o próprio Marcelo colaborou, nas funções de intervalador e assistente de design) e escreveu o arco de história "Monstros do Id" (edições 16 a 18), além de ser responsável pelos layouts dos roteiros de Petra Leão, principal roteirista de Turma da Mônica Jovem.
Érica Awano é uma desenhista brasileira de ascendência japonesa, conhecida principalmente por seus trabalhos relacionados ao universo de Tormenta, incluindo a série em quadrinhos Holy Avenger, pela qual recebeu o Troféu HQ Mix em 2002 e 2003. Embora desenhe no estilo mangá, Awano não se considera mangaká, já que nem sempre segue a narrativa dos quadrinhos japoneses.
Neta de imigrantes japoneses, Érica Awano formou-se em Letras e Literatura pela Universidade de São Paulo (USP) e começou sua carreira como desenhista em 1996 em um mangá licenciado de Mega Man e publicado pela Editora Magnum.
Atualmente desenha para o mercado estadunidense, agenciada pela empresa Glass House. É dela o lápis da adaptação para HQ do game Warcraft.
Em 2006, participou do álbum em comemoração aos 25 anos de O Menino Maluquinho, de Ziraldo. Recentemente, Érica trabalhou numa adaptação de Alice no País das Maravilhas, com roteiros de Leah Moore (filha de Alan Moore) e John Reppion, e colorização de PC Siqueira. Em 2016, ilustrou o segundo volume de Patas Sujas, escrito por Cris Peter, feito em parceria com o coletivo Estúdio Complementares. Foi escolhida como Homenageada na Edição do FIQ 2018.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Turminha do Seto - 1989
Em meados dos anos 1980, Setou uniu-se ao jornal Correio de Notícias (pertencente à editora Grafipar) de Curitiba assumindo várias funções como: repórter, editor do caderno de cultura, ilustrador e chargista. Lá criou a Turminha do Seto. Os personagens funcionavam basicamente como apresentadores de passatempos, mas ganharam também algumas páginas em quadrinhos.
Participavam da turma:
Superpic, o Super Pinóquio da Grafipar; Norinho, um pequeno samurai artista baseado em Noriyassu Seto, filho mais velho do autor; Asinha, um anjo; Panqueco, um músico; Jaci, uma indígena e Melissa, a menina repórter do Super Pinóquio. Os passatempos foram publicados também na revista Cruzadinhas, da editora Fama, inclusive uma edição especial com Melissa.
Acima, charge de 1989 abordando a disputa de Luís Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello pela presidência da república.
Para saber mais sobre Claudio Seto clique aqui.Para saber mais sobre os mangás brasileiros clique aqui.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Sir Holland - 2005
“Ele é uma espécie de anti-herói autêntico, que apresenta alternativas bem originais para solucionar os problemas. É como se um brasileiro estivesse na era medieval”, explica o cartunista Zambi, que criou o personagem ainda entre 1999 e 2001.
Participam também das aventuras:
Vellus, o escudeiro. O fiel escudeiro de Holland, que passa a maior parte de seu tempo lavando, cozinhando e polindo as espadas e armaduras de seu senhor. Quando sobra tempo, auxilia-o em suas aventuras. Apesar de seu ofício ser exigente e perigoso, este calmo menino não tem reclamações.
Princesa Aurora. A bela e ciumenta noiva de Holland é uma garota muito à frente de seu tempo, mas que ainda sonha que um dia seu amado pare de adiar a cerimônia de casamento. Aurora é o cérebro por trás da regência do reino de Nheko's, que mantém a salvo da “genialidade” de seu pai, o Rei Bryan. Em seu tempo vago, serve de refém para os vilões do reino.
Rei Bryan de Nheko's. O monarca de Nheko's, cuja fama, dizem, é de reger melhor o garfo do que o reino. Apenas graças à sua filha, Aurora, o reino ainda não foi ao prego! Embora seja um glutão, é justo e bondoso — seu problema é realmente pensar mais com o estômago do que com o que tem debaixo da coroa (que não é muito).
A primeira publicação de uma das histórias de Sir Holland foi em um jornal em 2005. Depois disso, o personagem se aventurou durante três anos em uma revista de RPG, a hoje extinta “Dragon Slayer”, em que suas histórias eram publicadas mensalmente. Zambi conta que a inspiração para criar o personagem veio de um filme clássico da comédia britânica produzido pelo grupo Monty Python, “Em Busca do Cálice Sagrado”.
“Era uma sátira em cima da era medieval e observei que o humor pode ser extraído de coisas tristes, como este período obscuro e violento da história”, relata Zambi, que afirma também ter se inspirado nas histórias de “Asterix e Obelix” para criar Sir Holland.
Em 2014 o personagem ganhou sua primeira graphic novel, “As Aventuras De Sir Holland, O Bravo”, pela editora Jambô.
Sandro Zamboni ou Zambi, é natural de Caxias do Sul - RS, e reside em Florianópolis desde 2011. Trabalha com ilustração desde 1991, quando começou como ilustrador na redação do jornal Folha de Hoje e aprendiz do cartunista Carlos Iotti, autor de Radicci, aos 14 anos. De 2000 até 2016, passou por vários veículos de comunicação do grupo RBS (O Pioneiro, A Hora de Santa Catarina, Diário Catarinense) e Grupo RIC (Notícias do Dia) nas funções de ilustrador, infografista e chargista. Durante esse período, também trabalhou como freelancer, produzindo peças para publicidade, artes de capa e miolo para publicações editoriais (Multifoco, AVEC, Estronho, Novo Século e Jambô).
Zambi ilustrou vários livros em quadrinhos como: O Astro Genesis Potestades com Douglas Freitas, editora Gráfica, 2021; Ar Frio com Romeu Martins e Val Oliveira, editora Skript, 2021; Crepúsculo Sentai com Douglas Freitas, editora Skript, 2022; Bill Finger - A História Secreta Do Cavaleiro Das Trevas com Diego Moreau e Douglas Freitas, editora Skript, 2023 e Nosferatu em Quadrinhos de F. W. Murnau com Romeu Martins, editora Kaiju, 2025.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Zig e Zag - 1995
A criação ficava a cargo do desenhista Arthur Garcia e de Marcial Godoy, um dos editores da revista.
Para saber mais sobre Arthur clique aqui.
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Doubli - 2010
Em um sábado, 2 de janeiro de 2010, com apenas 13 anos estreava como quadrinista na Folhinha, suplemento infantil da Folha de São Paulo, o garoto João Montanaro, com seu personagem Doubli.
Sua estreia foi noticiada da seguinte maneira pelo jornal:
"O garoto Doubli tem uns nove anos, não é lá muito estudioso, gosta de futebol e no momento está tentando aprender a andar de bicicleta. Ele é um dos personagens criados por um garoto só um pouco mais velho: João Montanaro, que tem 13 anos e estreia hoje como quadrinista da Folhinha.
O adolescente começou a desenhar quando tinha seis anos. Aos nove, conquistou o primeiro lugar no 4º Salãozinho de Humor de Piracicaba (SP), que reúne feras e novatos de HQs e cartuns.
A prancheta que usa para desenhar foi feita pelo pai e batizada de velha Betsy. Ao lado dela, está um aquário com dois peixes vermelhos — Doubli, seu alter ego, tem um caracol de estimação. E nesse cantinho que ele bola suas histórias, sempre à noite. 'Na maioria das vezes, tenho de me concentrar para ter ideias para as tiras.' Ele anota tudo num caderno de rascunhos.
O menino aprendeu a desenhar sozinho. E em bate-papos com cartunistas veteranos recebe alguns dos toques mais importantes. Foi numa troca de e-mails que o ilustrador Orlando Pedroso o convidou para visitar seu estúdio. Desde então, virou seu 'mestre'. 'Ele me falou que, para ser um bom cartunista, é preciso ler muito para ter boas referências”, diz o garoto, que faz também cartuns para a revista Mad".
Atualmente Montanaro já é um autor consolidado e segue firme em sua carreira como cartunista.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
No Reino de Primus - 1999
"No laboratório espacial do Pico do Marumbi, Lila, Bite e Deco estão atentos na história dos Amigos das Estrelas que o super computador Ram está contando. A fórmula dimensional trouxe o comandante Chip e o guerreiro Sideral ao encontro do cientista Bio nas proximidades do planeta Terra.O cientista Bio transportou o Reino de Primus da galáxia da Fantasia e o escondeu no Parque Nacional do Iguaçu durante 500 anos para salvá-lo dos Predadores. Mas o professor Querubim, Gregório e o índio Pajé-açu acabam chegando na entrada do reino quando exploravam a trilha dos Curupiras. Após as tentativas do robô Morubixaba, Gregório domina os estranhos Curupiras e parte em direção ao reino, sozinho. Suas ambições poderiam acabar com o segredo do Reino de Primus.
Querubim recebe a missão de impedí-lo, após salvar o Morubixaba que se tornou invisível por falta de energia. Querubim entra no reino graças ao medalhão mágico dado pelo Morubixaba como prova de confiança. É confundido pelos habitantes do reino que pensam que ele é inimigo. Assustado com o gigante Org, Querubim é salvo por Buba de cair no abismo e a confusão é desfeita. Com o medalhão do Morubixaba todos o reconhecem como amigo".
Este é o resumo das aventuras de No Reino de Primus, criadas por José Henrique Castro Alves (Vídeo Cartoon) com o auxílio de Marco Aurélio da Silveira e Marcelo Henrique Castro Alves para O Estadinho, suplemento de O Estado do Paraná em maio de 1999.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Liko, um menino muito louco - 1998
Liko "é um garotinho muito curioso e engraçado" e seu maior sonho é ser super-herói quando crescer. Tem dois mascotes: Pepê um cachorrinho que tem mania de enterrar tudo e leo, uma lagartixa que vive no quarto do garoto e regularmente o acompanha em seus passeios.
Dellova, 55 anos, foi ilustrador de livros infantis e trabalhava principalmente para crianças. Atualmente se dedica às artes plásticas.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Brasa - 1998
Brasa vivia em atrito com seu criador, a quem chamava de San, geralmente discordando do enredo proposto pelo autor.
Sander, 54 anos, já havia trabalhado para o MSP Estúdios, era ilustrador e também cuidava do projeto gráfico de O Liberal.
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Criko na Terra do Nunca - 1980
Natural de Bebedouro, SP, e hoje radicado em Campinas, Pierre Trabbold tem mais de 25 anos de experiência no mercado editorial. Destaca-se pela diversidade de estilo em suas ilustrações e é também autor de alguns livros infantis, conhecendo profundamente o funcionamento da imaginação da criança. Entre os livros ilustrados por ele estão: Dor De Dente Real; A Pulga Espertalhona, com Claudio Feldman e A Loja de Brinquedos com Rubem Alves, todos da editora Loyola.
sexta-feira, 27 de março de 2026
A Patota - 1983
Com um traço muito bem elaborado, Renilton fazia rir e pensar com tiradas muito bem boladas em suas tiras. Além delas o autor produzia também ilustrações e passatempos para o suplemento. A Patota durou pelo menos até 1988.
sexta-feira, 20 de março de 2026
Gigante Brasilião - 1974
Com um tom bastante ufanista e aproveitando as comemorações dos dez anos da fundação de Brasília, completados em 1973, estreou em 13 de janeiro de 1974 no Diarinho, suplemento infantil dominical do jornal Diário do Povo de Campinas (SP), o Gigante Brasilião, do desenhista Magnus, que apresentava um traço bastante amadurecido.
Tendo como símbolo o Telefone Secreto das Cinco Estrelas (Cruzeiro do Sul), Gigante Brasilião estava alerta contra os inimigos do nosso Brasil e do resto do mundo. Seu grande vilão era o doutor K. Phona, sempre fugindo da polícia "porque é um sujeito mau"!
Publicado em forma de duas páginas semanais coloridas, o super-herói, em sua primeira aventura, tem que deter o doutor K. Phona quando este se alia a um extraterrestre pretendendo dominar todas as usinas elétricas do país.
As aventuras do Gigante, cuja identidade secreta nunca foi revelada, tiveram bastante sucesso, sendo publicadas por semanas a fio.
sexta-feira, 13 de março de 2026
Sarapico -1972
Sarapico, junto com o João Cascata, outro personagem do desenhista, parece ser uma espécie de alter ego de Jair, comentando com humor e sarcasmo as dificuldades e problemas diários do público leitor do jornal.
Encontramos (imagem acima) na edição 1129 do jornal satírico paulistano O Governador, de 1956, uma colaboração de Jair Nascimento de Lima. Com uma assinatura e um traço muito semelhantes ao do Jair do Notícias Populares podemos imaginar que seja a mesma pessoa. Supondo que na época esse Jair tivesse por volta de 20 anos, o Jair do NP teria em 1972 cerca de 36 anos, o que corresponde aos autorretratos que o desenhista fazia, como no exemplo abaixo, de 1974.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Turma do Barnabé - 1992
Juntando a inocência malandra e malícia inocente do povo do interior do sudeste e centro-oeste brasileiro, Barnabé, um garoto de oito anos bastante ranzinza, mas possuidor de uma liderança natural, participava de aventuras divertidíssimas com seus amigos.
São eles: Ceci, sua namorada; Rodolfo, o menino da cidade; Chuji, o vizinho das hortas, dorminhoco e cientista; Hermão, o mais forte da turma; Sorriso, piadista e craque em futebol; Fessora, míope e distraída; Cilinha, a mãe de Sardinha, Hermão e Barnabé, cozinheira e parteira da região; Tio Jeca, caipirão, não gosta de coisas modernas; Nenê, tem um ano e é o irmão mais novo de Barnabé; Sardinha, gago, ansioso e assustado; Nhô Quité, irmão do Jeca, pão-duro, pescador e mentiroso; Giovanna, vaidosa e desajeitada, vive tentando conquistar o Barnabé.
As tiras eram criadas Vanderley Feliciano, que as fazia rafeadas e a maioria delas foi executada pelo desenhista Mingo (Domingos de Souza, 12 de maio de 1958 - São Paulo - SP). Os dois trabalhavam no estúdio Ely Barbosa. As tiras saíram na editora Sampa, em revistas infantis. Vanderley Feliciano foi o principal arte-finalista do estúdio Ely Barbosa, tendo trabalhos publicados em praticamente todas as revistas em quadrinhos do gênero infantil produzidas por esse estúdio durante as décadas de 1970 e de 1980. Excepcional arte-finalista e letrista Feliciano faleceu em 2000 em decorrência de uma diabetes.
Em 2003 Barnabé ganhou título próprio na coleção Graphic Talents nº 08 da editora Escala
Nessa 2ª fase as histórias eram de Franco de Rosa, João Costa e Genival, os desenhos eram de Edil Araújo, Wanderley Felipe e Mingo, a arte-final ficava por conta de João Costa e as letras por Wanderley Felipe (Wanderfel). As tiras eram criadas e desenhadas por Wanderley Felipe.
Esse material saiu em edições especiais do Manual do Manuel da editora Escala, acompanhadas de CDs e CD-ROM a partir de 2001, quando também ganhou um site na internet.
Nas palavras de Franco de Rosa:
"O Barnabé fui eu mesmo quem criou, quis fazer um projeto em homenagem ao meu tio Wilson, mas que é um personagem que aparece uma vez só. Era uma história de um sítio onde o Wilson é o tio de uma turminha de crianças. Eu fiz esse projeto pra editora Sampa e foi a partir dessa história que eu fiz o roteiro todo rascunhado. O editor Carlos Casamata viu e me deu liberdade total, então eu fiz o que eu queria mesmo. Produzi o gibi inteiro. No número um quem ajudou em toda a produção foi o João Costa, ele é quem fez algumas histórias com o Mingo, que era do Ely Barbosa, e muitas das histórias foram escritas e criadas pelo Vanderlei Feliciano. Era ele que fazia as tiras em rascunho, ele fazia roteiros bem rascunhados e ele ele era letrista de várias histórias e pra vários desenhistas.
O João Costa produziu o Barnabé números 1, 2 e 3. Eu tenho essas 3 edições prontinhas e todas desenhadas. Tenho os originais que vários artistas desenharam, e tem um artista que fez alguns quadrinhos eróticos pra mim, mas ele era mais desenhista de animação, que é o Edil Araújo
Eu produzi e acompanhei toda essa produção, escrevi vários roteiros mas a história principal é da turminha, uma história maior que tem umas 12 ou 15 páginas, onde conto a história da turma, que tem um primo que é mais velho do que eles e um adulto que chega para fazer uma cobrança no sítio, é como se fosse um cobrador da Casas Bahia e quem protege o sítio é o o galo, um galo de briga da turma e a partir daí também tem um cachorro que é o Baduk. Baduk um cachorro que existiu e que era desse meu tio Wilson.
Foi um trabalho que eu criei e a Sampa publicou muitas revistas de passatempos, revistas para colorir, bastante mesmo. Não foram só revistas simples com 16 páginas, como também alguns almanaques. Foram feitas tiras do Barnabé e o Vanderlei Felipe desenhou muitas das tiras escritas pelo Vanderlei Feliciano e também algumas que eu escrevi. Algumas o próprio Vanderlei Felipe fez, então foi uma produção muito grande naquele período, a partir de 1992. E o gibi do Barnabé colorido saiu pela Escala na coleção Graphic Talents. A edição estava pronta mas as histórias foram remontadas porque os gibis originais têm 4 tiras por páginas e na edição da Escala tem 3 tiras por página. A edição foi remontada e colorida pelo Vanderlei Felipe.
Algum tempo depois eu conheci o Barnabé, o humorista, (José Ferreira de Melo - 1949), que era o irmão do Barnabé original dos anos 60 (João Ferreira de Melo - 1932/1968).
Ele me ligou porque eu tinha feito uma revista de reportagem sobre caipiras com um CD-ROM do Nerso da Capitinga e nessa edição eu publiquei as histórias do Barnabé e o Barnabé humorista queria receber direitos autorais do Barnabé personagem, que era outra coisa, não tinha nada a ver com ele. Acabamos lançando mais 4 revistas Manual do Manoel com os dois juntos e acabaram saindo algumas histórias do Barnabé adulto, este sim baseado no humorista".































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