sexta-feira, 22 de maio de 2026

Turminha do Seto - 1989

Claudio Seto sempre foi conhecido como um dos pilares da revolucionária editora Edrel (SP), criada por Minami Keize, no final dos anos 1960 e por sua participação como editor na Grafipar (PR), no final dos anos 1970. Lembrado por suas histórias eróticas e violentas, também flertou com o universo infantil com o  Ninja, o Samurai Mágico da Edrel e com o Super Pinóquio na Grafipar.

Em meados dos anos 1980, Setou uniu-se ao jornal Correio de Notícias (pertencente à editora Grafipar) de Curitiba assumindo várias funções como: repórter, editor do caderno de cultura, ilustrador e chargista. Lá criou a Turminha do Seto. Os personagens funcionavam basicamente como apresentadores de passatempos, mas ganharam também algumas páginas em quadrinhos.

Participavam da turma:

Superpic, o Super Pinóquio da Grafipar; Norinho, um pequeno samurai artista baseado em Noriyassu Seto, filho mais velho do autor; Asinha, um anjo; Panqueco, um músico; Jaci, uma indígena e Melissa, a menina repórter do Super Pinóquio. Os passatempos foram publicados também na revista Cruzadinhas, da editora Fama, inclusive uma edição especial com Melissa.

Acima, charge de 1989 abordando a disputa de Luís Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello pela presidência da república.

Para saber mais sobre Claudio Seto clique aqui.

Para saber mais sobre os mangás brasileiros clique aqui.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Sir Holland - 2005

Sir Holland é um cavaleiro medieval um tanto atípico: um pouco atrapalhado, medroso e não muito inteligente. Ao contrário do estereótipo romantizado pelos contos de fadas, o personagem é um ser comum: magro, narigudo, baixinho, que usa métodos pouco ortodoxos e um tanto polêmicos para enfrentar os desafios. 

“Ele é uma espécie de anti-herói autêntico, que apresenta alternativas bem originais para solucionar os problemas. É como se um brasileiro estivesse na era medieval”, explica o cartunista Zambi, que criou o personagem ainda entre 1999 e 2001.

Participam também das aventuras:

Vellus, o escudeiro. O fiel escudeiro de Holland, que passa a maior parte de seu tempo lavando, cozinhando e polindo as espadas e armaduras de seu senhor. Quando sobra tempo, auxilia-o em suas aventuras. Apesar de seu ofício ser exigente e perigoso, este calmo menino não tem reclamações.

Princesa Aurora. A bela e ciumenta noiva de Holland é uma garota muito à frente de seu tempo, mas que ainda sonha que um dia seu amado pare de adiar a cerimônia de casamento. Aurora é o cérebro por trás da regência do reino de Nheko's, que mantém a salvo da “genialidade” de seu pai, o Rei Bryan. Em seu tempo vago, serve de refém para os vilões do reino.

Rei Bryan de Nheko's. O monarca de Nheko's, cuja fama, dizem, é de reger melhor o garfo do que o reino. Apenas graças à sua filha, Aurora, o reino ainda não foi ao prego! Embora seja um glutão, é justo e bondoso — seu problema é realmente pensar mais com o estômago do que com o que tem debaixo da coroa (que não é muito).

A primeira publicação de uma das histórias de Sir Holland foi em um jornal em 2005. Depois disso, o personagem se aventurou durante três anos em uma revista de RPG, a hoje extinta “Dragon Slayer”, em que suas histórias eram publicadas mensalmente. Zambi conta que a inspiração para criar o personagem veio de um filme clássico da comédia britânica produzido pelo grupo Monty Python, “Em Busca do Cálice Sagrado”. 

“Era uma sátira em cima da era medieval e observei que o humor pode ser extraído de coisas tristes, como este período obscuro e violento da história”, relata Zambi, que afirma também ter se inspirado nas histórias de “Asterix e Obelix” para criar Sir Holland.

Em 2014 o personagem ganhou sua primeira graphic novel, “As Aventuras De Sir Holland, O Bravo”, pela editora Jambô.

Sandro Zamboni ou Zambi, é natural de Caxias do Sul - RS, e reside em Florianópolis desde 2011. Trabalha com ilustração desde 1991, quando começou como ilustrador na redação do jornal Folha de Hoje e aprendiz do cartunista Carlos Iotti, autor de Radicci, aos 14 anos. De 2000 até 2016, passou por vários veículos de comunicação do grupo RBS (O Pioneiro, A Hora de Santa Catarina, Diário Catarinense) e Grupo RIC (Notícias do Dia) nas funções de ilustrador, infografista e chargista. Durante esse período, também trabalhou como freelancer, produzindo peças para publicidade, artes de capa e miolo para publicações editoriais (Multifoco, AVEC, Estronho, Novo Século e Jambô).

Zambi ilustrou vários livros em quadrinhos como: O Astro Genesis Potestades com Douglas Freitas, editora Gráfica, 2021; Ar Frio com Romeu Martins e Val Oliveira, editora Skript, 2021; Crepúsculo Sentai com Douglas Freitas, editora Skript, 2022; Bill Finger - A História Secreta Do Cavaleiro Das Trevas com Diego Moreau e Douglas Freitas, editora Skript, 2023 e Nosferatu em Quadrinhos de F. W. Murnau com Romeu Martins, editora Kaiju, 2025.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Zig e Zag - 1995

Zig e Zag eram os anfitriões da revista juvenil Geração Teen - Zig & Zag da editora Escala, lançada em 1995 e que tratava do universo adolescente com temas como HQs, games, multimídia, esporte e música. Os mascotes eram dois adolescentes com vestimentas do universo grunge e interagiam em forma de ilustração com as matérias ao longo da publicação para, no final, ganharem uma página em forma de quadrinhos, que se aproveitava da metalinguagem para se comunicar com o leitor.

A criação ficava a cargo do desenhista Arthur Garcia e de Marcial Godoy, um dos editores da revista.

Para saber mais sobre Arthur clique aqui.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Doubli - 2010

Em um sábado, 2 de janeiro de 2010, com apenas 13 anos estreava como quadrinista na Folhinha, suplemento infantil da Folha de São Paulo, o garoto João Montanaro, com seu personagem Doubli.

Sua estreia foi noticiada da seguinte maneira pelo jornal:

"O garoto Doubli tem uns nove anos, não é lá muito estudioso, gosta de futebol e no momento está tentando aprender a andar de bicicleta. Ele é um dos personagens criados por um garoto só um pouco mais velho: João Montanaro, que tem 13 anos e estreia hoje como quadrinista da Folhinha.

O adolescente começou a desenhar quando tinha seis anos. Aos nove, conquistou o primeiro lugar no 4º Salãozinho de Humor de Piracicaba (SP), que reúne feras e novatos de HQs e cartuns.

A prancheta que usa para desenhar foi feita pelo pai e batizada de velha Betsy. Ao lado dela, está um aquário com dois peixes vermelhos — Doubli, seu alter ego, tem um caracol de estimação. E nesse cantinho que ele bola suas histórias, sempre à noite. 'Na maioria das vezes, tenho de me concentrar para ter ideias para as tiras.' Ele anota tudo num caderno de rascunhos.

O menino aprendeu a desenhar sozinho. E em bate-papos com cartunistas veteranos recebe alguns dos toques mais importantes. Foi numa troca de e-mails que o ilustrador Orlando Pedroso o convidou para visitar seu estúdio. Desde então, virou seu 'mestre'. 'Ele me falou que, para ser um bom cartunista, é preciso ler muito para ter boas referências”, diz o garoto, que faz também cartuns para a revista Mad".

Atualmente Montanaro já é um autor consolidado e segue firme em sua carreira como cartunista.


sexta-feira, 24 de abril de 2026

No Reino de Primus - 1999

"No laboratório espacial do Pico do Marumbi, Lila, Bite e Deco estão atentos na história dos Amigos das Estrelas que o super computador Ram está contando. A fórmula dimensional trouxe o comandante Chip e o guerreiro Sideral ao encontro do cientista Bio nas proximidades do planeta Terra. 

O cientista Bio transportou o Reino de Primus da galáxia da Fantasia e o escondeu no Parque Nacional do Iguaçu durante 500 anos para salvá-lo dos Predadores. Mas o professor Querubim, Gregório e o índio Pajé-açu acabam chegando na entrada do reino quando exploravam a trilha dos Curupiras. Após as tentativas do robô Morubixaba, Gregório domina os estranhos Curupiras e parte em direção ao reino, sozinho. Suas ambições poderiam acabar com o segredo do Reino de Primus.

Querubim recebe a missão de impedí-lo, após salvar o Morubixaba que se tornou invisível por falta de energia. Querubim entra no reino graças ao medalhão mágico dado pelo Morubixaba como prova de confiança. É confundido pelos habitantes do reino que pensam que ele é inimigo. Assustado com o gigante Org, Querubim é salvo por Buba de cair no abismo e a confusão é desfeita. Com o medalhão do Morubixaba todos o reconhecem como amigo".

Este é o resumo das aventuras de No Reino de Primus, criadas por José Henrique Castro Alves (Vídeo Cartoon) com o auxílio de Marco Aurélio da Silveira e Marcelo Henrique Castro Alves para O Estadinho, suplemento de O Estado do Paraná em maio de 1999.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Liko, um menino muito louco - 1998

Marcello Dellova criou em 1998 o personagem Liko, um menino muito louco, para o Liberalzinho, o caderno infantil do jornal O Liberal, de Americana, SP.

Liko "é um garotinho muito curioso e engraçado" e seu maior sonho é ser super-herói quando crescer. Tem dois mascotes: Pepê um cachorrinho que tem mania de enterrar tudo e leo, uma lagartixa que vive no quarto do garoto e regularmente o acompanha em seus passeios.

Dellova, 55 anos, foi ilustrador de livros infantis e trabalhava principalmente para crianças. Atualmente se dedica às artes plásticas.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Brasa - 1998

Abusando da metalinguagem o cartunista Sander de Carvalho criou, em fevereiro de 1998, o dragão Brasa para o caderno infantil Liberalzinho, do jornal O Liberal de Americana, SP. 

Brasa vivia em atrito com seu criador, a quem chamava de San, geralmente discordando do enredo proposto pelo autor.

Sander, 54 anos, já havia trabalhado para o MSP Estúdios, era ilustrador e também cuidava do projeto gráfico de O Liberal.


quinta-feira, 2 de abril de 2026

Criko na Terra do Nunca - 1980

Com um traço bastante influenciado pelo cartunista italiano Benito Jacovitti, o ilustrador Pierre Trabbold produziu em 1980 a série Criko na Terra do Nunca para o suplemento Criança do Jornal de Hoje de Campinas - SP.

Natural de Bebedouro, SP, e hoje radicado em Campinas, Pierre Trabbold tem mais de 25 anos de experiência no mercado editorial. Destaca-se pela diversidade de estilo em suas ilustrações e é também autor de alguns livros infantis, conhecendo profundamente o funcionamento da imaginação da criança. Entre os livros ilustrados por ele estão: Dor De Dente Real; A Pulga Espertalhona, com Claudio Feldman e A Loja de Brinquedos com Rubem Alves, todos da editora Loyola.

sexta-feira, 27 de março de 2026

A Patota - 1983


Zeca, Ceará e Simone, essa é a turma de jovens que compõem A Patota, série criada para o Diarinho, suplemento infantil do Diário do Povo de Campinas, pelo cartunista Renilton em 1983.

Com um traço muito bem elaborado, Renilton fazia rir e pensar com tiradas muito bem boladas em suas tiras. Além delas o autor produzia também ilustrações e passatempos para o suplemento. A Patota durou pelo menos até 1988.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Gigante Brasilião - 1974

Com um tom bastante ufanista e aproveitando as comemorações dos dez anos da fundação de Brasília, completados em 1973, estreou em 13 de janeiro de 1974 no Diarinho, suplemento infantil dominical do jornal Diário do Povo de Campinas (SP), o Gigante Brasilião, do desenhista Magnus, que apresentava um traço bastante amadurecido.

Tendo como símbolo o Telefone Secreto das Cinco Estrelas (Cruzeiro do Sul), Gigante Brasilião estava alerta contra os inimigos do nosso Brasil e do resto do mundo. Seu grande vilão era o doutor K. Phona, sempre fugindo da polícia "porque é um sujeito mau"!

Publicado em forma de duas páginas semanais coloridas, o super-herói, em sua primeira aventura, tem que deter o doutor K. Phona quando este se alia a um extraterrestre pretendendo dominar todas as usinas elétricas do país.

As aventuras do Gigante, cuja identidade secreta nunca foi revelada, tiveram bastante sucesso, sendo publicadas por semanas a fio.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Sarapico -1972

Sarapico foi a primeira colaboração do desenhista Jair ao jornal Notícias Populares (SP), em dezembro de 1972, em parceria com Dumont. A partir do início do ano de 1973, Jair passa a colaborar diariamente com o periódico, ritmo que manteve por mais de 18 anos, publicando tiras de humor, ficção-cientifica, western, charges e cartuns. Com um traço muito espontâneo, caligráfico e pessoal, espantosamente, quase nada se sabe sobre o autor, a não ser que já é falecido, graças a um comentário anônimo publicado neste blog.

Sarapico, junto com o João Cascata, outro personagem do desenhista, parece ser uma espécie de alter ego de Jair, comentando com humor e sarcasmo as dificuldades e problemas diários do público leitor do jornal.

Encontramos (imagem acima) na edição 1129 do jornal satírico paulistano O Governador, de 1956, uma colaboração de Jair Nascimento de Lima. Com uma assinatura e um traço muito semelhantes ao do Jair do Notícias Populares podemos imaginar que seja a mesma pessoa. Supondo que na época esse Jair tivesse por volta de 20 anos, o Jair do NP teria em 1972 cerca de 36 anos, o que corresponde aos autorretratos que o desenhista fazia, como no exemplo abaixo, de 1974.

Por conta desse traço semi-acadêmico e tão particular podemos colocar Jair na categoria de grandes autores internacionais com Chester Gould, Zack Mosley e Basil Wolverton.

Para saber mais sobre Jair clique aqui, aqui e aqui.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Turma do Barnabé - 1992

Na linha das aventuras caipiras como Chico Bento de Mauricio de Sousa e Caruncho e Caroço de Paulo Hamasaki surgiu no início dos anos 1990 a Turma do Barnabé, criadas por Franco de Rosa.

Juntando a inocência malandra e malícia inocente do povo do interior do sudeste e centro-oeste brasileiro, Barnabé, um garoto de oito anos bastante ranzinza, mas possuidor de uma liderança natural, participava de aventuras divertidíssimas com seus amigos.

São eles: Ceci, sua namorada; Rodolfo, o menino da cidade; Chuji, o vizinho das hortas, dorminhoco e cientista; Hermão, o mais forte da turma; Sorriso, piadista e craque em futebol; Fessora, míope e distraída; Cilinha, a mãe de Sardinha, Hermão e Barnabé, cozinheira e parteira da região; Tio Jeca, caipirão, não gosta de coisas modernas; Nenê, tem um ano e é o irmão mais novo de Barnabé; Sardinha, gago, ansioso e assustado; Nhô Quité, irmão do Jeca, pão-duro, pescador e mentiroso; Giovanna, vaidosa e desajeitada, vive tentando conquistar o Barnabé.

As tiras eram criadas Vanderley Feliciano, que as fazia rafeadas e a maioria delas foi executada pelo desenhista Mingo (Domingos de Souza, 12 de maio de 1958 - São Paulo - SP). Os dois trabalhavam no estúdio Ely Barbosa. As tiras saíram na editora Sampa, em revistas infantis. Vanderley Feliciano foi o principal arte-finalista do estúdio Ely Barbosa, tendo trabalhos publicados em praticamente todas as revistas em quadrinhos do gênero infantil produzidas por esse estúdio durante as décadas de 1970 e de 1980. Excepcional arte-finalista e letrista Feliciano faleceu em 2000 em decorrência de uma diabetes.

Em 2003 Barnabé ganhou título próprio na coleção Graphic Talents nº 08 da editora Escala

Nessa 2ª fase as histórias eram de Franco de Rosa, João Costa e Genival, os desenhos eram de Edil Araújo, Wanderley Felipe e Mingo, a arte-final ficava por conta de João Costa e as letras por Wanderley Felipe (Wanderfel). As tiras eram criadas e desenhadas por Wanderley Felipe.

Esse material saiu em edições especiais do Manual do Manuel da editora Escala, acompanhadas de CDs e CD-ROM a partir de 2001, quando também ganhou um site na internet.

Nas palavras de Franco de Rosa: 

"O Barnabé fui eu mesmo quem criou, quis fazer um projeto em homenagem ao meu tio Wilson, mas que é um personagem que aparece uma vez só. Era uma história de um sítio onde o Wilson é o tio de uma turminha de crianças. Eu fiz esse projeto pra editora Sampa e foi a partir dessa história que eu fiz o roteiro todo rascunhado. O editor Carlos Casamata viu e me deu liberdade total, então eu fiz o que eu queria mesmo. Produzi o gibi inteiro. No número um quem ajudou em toda a produção foi o João Costa, ele é quem fez algumas histórias com o Mingo, que era do Ely Barbosa, e muitas das histórias foram escritas e criadas pelo Vanderlei Feliciano. Era ele que fazia as tiras em rascunho, ele fazia roteiros bem rascunhados e ele ele era letrista de várias histórias e pra vários desenhistas. 

O João Costa produziu o Barnabé números 1, 2 e 3. Eu tenho essas 3 edições prontinhas e todas desenhadas. Tenho os originais que vários artistas desenharam, e tem um artista que fez alguns quadrinhos eróticos pra mim, mas ele era mais desenhista de animação, que é o Edil Araújo 

Eu produzi e acompanhei toda essa produção, escrevi vários roteiros mas a história principal é da turminha, uma história maior que tem umas 12 ou 15 páginas, onde conto a história da turma, que tem um primo que é mais velho do que eles e um adulto que chega para fazer uma cobrança no sítio, é como se fosse um cobrador da Casas Bahia e quem protege o sítio é o o galo, um galo de briga da turma e a partir daí também tem um cachorro que é o Baduk. Baduk um cachorro que existiu e que era desse meu tio Wilson. 

Foi um trabalho que eu criei e a Sampa publicou muitas revistas de passatempos, revistas para colorir, bastante mesmo. Não foram só revistas simples com 16 páginas, como também alguns almanaques. Foram feitas tiras do Barnabé e o Vanderlei Felipe desenhou muitas das tiras escritas pelo Vanderlei Feliciano e também algumas que eu escrevi. Algumas o próprio Vanderlei Felipe fez, então foi uma produção muito grande naquele período, a partir de 1992. E o gibi do Barnabé colorido saiu pela Escala na coleção Graphic Talents. A edição estava pronta mas as histórias foram remontadas porque os gibis originais têm 4 tiras por páginas e na edição da Escala tem 3 tiras por página. A edição foi remontada e colorida pelo Vanderlei Felipe.

Algum tempo depois eu conheci o Barnabé, o humorista, (José Ferreira de Melo - 1949), que era o irmão do Barnabé original dos anos 60 (João Ferreira de Melo - 1932/1968).

Ele me ligou porque eu tinha feito uma revista de reportagem sobre caipiras com um CD-ROM do Nerso da Capitinga e nessa edição eu publiquei as histórias do Barnabé e o Barnabé humorista queria receber direitos autorais do Barnabé personagem, que era outra coisa, não tinha nada a ver com ele. Acabamos lançando mais 4 revistas Manual do Manoel com os dois juntos e acabaram saindo algumas histórias do Barnabé adulto, este sim baseado no humorista".


Acima, o Barnabé de Wanderley Felipe.