sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Dado Selvagem - 2003

Em Arton, um mundo bem particular, com fauna e costumes próprios, o jovem Daice Commoner é presenteado com um dado com estranhos símbolos pelo clérigo dos pirulitos, Dee.

Faito, o irmão mais velho de Daice, largou a vida na fazenda de seu pai para viver uma vida de aventuras, causando problemas para seu irmão caçula.

Decidido a saber mais sobre o misterioso objeto, o garoto procura a ajuda da clériga Hit, sacerdotisa do de Nimb, o deus do caos. 

Esta é a premissa geral da série Dado Selvagem, publicada em capítulos na revista Dragão Brasil, da editora Talismã (antiga Trama Editorial).

Com divertidíssimo roteiro de Lúcia Nóbrega e Marcelo Cassaro, desenhos de Lydia Megumi e cores de Rod Reis, Dado Selvagem narrava uma história em quadrinhos aproveitando o clima dos RPG's, os Rolying-Playing Games.

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Marcelo Cassaro (1970) começou sua carreira no suplemento Diarinho do jornal Diário do Grande ABC e na Mauricio de Sousa Produções, atual MSP Estúdios, na divisão de desenhos animados, em 1985. Foi assistente de Emi Yamaushi, a designer que definiu a Mônica mais arredondada e “fofinha” de hoje, a partir da versão original mais “pontuda” dos anos 70.

Começou a fazer quadrinhos em 1989, na Abril Jovem, trabalhando em títulos como Os Trapalhões, Heróis da TV e outros, primeiro como desenhista, e depois como roteirista. Foi um dos criadores da série de sucesso Holy Avenger, e teve seus roteiros desenhados por artistas excelentes como Evandro Gregório (hoje Greg Tocchini) e Watson Portela, passando por Erica Awano, André Vazzios, Edu Francisco, Joe Prado, Paulo Borges, Rogério Soud, Gustavo Machado, Wagner Fukuhara e vários outros. Atualmente, Cassaro trabalha na revista Turma da Mônica Jovem.

Ao deixar de ser desenhista e passar a editor da revista Dragão Brasil, Cassaro teve o mérito de reunir ao seu redor uma vasta gama de jovens e talentosos autores, desenhistas e roteiristas, fortemente influenciados pelos mangás (que já haviam se popularizado no Brasil), animes e RPG's, num movimento aproximado ao de Minami Keizi na editora Edrel em meados dos anos 1960.

Lydia Megumi (Lydia Megumi Oide) é ilustradora e desenhista conhecida por seus trabalhos no estilo mangá. Produziu ilustrações para versões e publicações relacionadas ao jogo de RPG da franquia Street Fighter no Brasil, ao lado de Érica Awano.

Trabalhou nos desenhos da edição especial vinculada ao famoso universo de mangá nacional Holy Avenger. Ficou conhecida por criar versões em mangá de jogadores de futebol e comissão técnica do Corinthians durante o Mundial de Clubes, projeto destacado pelo SporTV e participou de projetos de infografia e ilustrações para grandes veículos de comunicação, como a Folha de S.Paulo.

Rod Reis iniciou sua carreira como ilustrador em meados dos anos 90, fazendo arte para revistas de fantasia e RPG. Mais tarde, tornou-se colorista, trabalhando para títulos como Action Comics, Teen Titans, Supergirl e Infinite Crisis. Atualmente, ele é o artista da série da Image, C.O.W.L.

Lúcia Nóbrega trabalhou nos Estúdios Mauricio de Sousa e na Abril Jovem, onde desenvolveu roteiros para revistas em quadrinhos da Disney e dos Trapalhões. Lúcia também foi responsável pelos roteiros das edições 7 a 9 da HQ Misty, licenciada pela Marvel Comics para a Abril Jovem nos anos 1980. A revista original, com roteiros de Trina Robbins foi publicada apenas até a sexta edição nos Estados Unidos e, para dar continuidade à série no Brasil, os roteiros foram assumidos por Lúcia e os desenhos, por Watson Portela. Em 1996, Lúcia ganhou o Prêmio Ângelo Agostini na categoria "melhor roteirista"

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