sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Os Sapalhões - 1984

"Roberto Kussumoto e Kimil Shimizu montaram no final de 1983, um estúdio de criação chamado RKS Produções. Em meados de 84 surgiram os primeiros de uma série de bonecos que a dupla esperava desenvolver. Eles são Os Sapalhões.

Num lugar chamado Sapolândia, vive e atua uma quadrilha muito atrapalhada formada por “Profissionais Liberais" especializados em furtos, roubos, sequestros, contrabando e outras bandidagens. O chefe é Al Sapão, líder da organização, tem mania de grandeza, astúcia e inteligência (mas não passa de um maníaco).

Seu grande sonho é ficar famoso, ser reconhecido e aclamado como o maior bandido de todos os tempos, por isso, vive o tempo todo bolando projetos ilegais (sem sucesso, claro!).

O fiel assistente do chefe é Brocotó, intelectualmente limitado, sempre metendo o chefe em frias, por causa de sua ingenuidade.

Vários personagens secundários atuaram na história, cada qual especializado numa atividade ilegal, e são contratados como frelanceres pelo bando conforme a necessidade do plano bolado pelo chefe".

Kimil Shimizu

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Kimil Shimizu foi um dos desenhistas da lendária editora Edrel, onde começou como assistente de Fernando Ikoma e onde foi cocriador do personagem Karatê Men junto com Wilson Hisamoto. Bastante atuante nas décadas de 1970 e 1980. Desenhou também para a editora Grafipar e para várias revistas de piadas.

Roberto T. Kussumoto (27 de julho de 1955) começou a atuar no quadrinhos em 1978 na revista Spektro. Nos anos 1980, trabalhou na editora Abril com revistas como She-Ra, BraveStarr e Operação Zillion. Também participou das revistas Jaspion e Changemen da EBAL. Nos anos 1990, desenhou diversas HQs eróticas, publicadas no Brasil e na França.

Para saber mais sobre Kussumoto clique aqui.

Acima, Kimil na revista Piadas de Doidos e Malucos, editora Gepê, 1979.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Beatriz - 1972

Em março de 1972 iniciava-se na Folha de S. Paulo (Folhinha) a série Beatriz, criada por Yoshimaro Sakita.

Destinada a crianças de uma faixa etária bem jovem Beatriz apresentava um desenho muitíssimo bem elaborado e enredos cativantes.

A série chegou a ser publicada também nos quatro últimos números da revista Crás! da editora Abril em 1975.

Para saber mais sobre o autor clique aqui.


Beatriz na revista Crás de agosto de 1975.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

As Aventuras de Zé Fortuna - 1958

Terminada a aventura de Zé Gaiola na Gazeta Esportiva, o desenhista Domingos Pace inicia, em abril de 1958, As Aventuras de Zé Fortuna.

Respondendo a um anúncio de jornal do clube Maracangalha, Zé Fortuna revela-se um grande craque do futebol. Contratado, inicia sua vitoriosa carreira contra vários times internacionais. Percebe-se que a tira espelha a trajetória da Seleção Brasileira na Copa de 1958, vencendo seleções como por exemplo a da URSS sob o nome genérico de Gringolândia, sempre na base do humor e do improviso. 

Sequestrado por um balão do time adversário, Zé Fortuna cai em uma floresta e encontra Xantô, um nativo que também tem o dom de controlar a pelota como ninguém, fazendo uma dobradinha com nosso herói na conquista do título mundial.

Na tira acima participação especial do rinoceronte Cacareco, emprestado pelo Zoológico do Rio de Janeiro ao Zoo de São Paulo, e que viria a ser  eleito vereador em 1959, em um dos mais famosos casos de voto de protesto da nossa história.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Zé Gaiola - 1958

Vítima de uma brincadeira de mau gosto, Zé Gaiola descobre que possui um potente chute bomba, tornando-se assim um verdadeiro craque do futebol.

Zé Gaiola foi criado em forma de texto humorístico pelo jornalista e desportista Silvério De Lello, no jornal A Gazeta Esportiva Ilustrada, durante os anos do início de 1954 até o final de 1956, já ilustrado por Domingos Pace. Estreou no formato tiras diárias em fevereiro de 1958 nas páginas do jornal Gazeta Esportiva (SP) com o mesmo Domingos Pace nos desenhos.

Muito se fala do pouco entrosamento entre os quadrinhos e o futebol no Brasil, um dos grandes expoentes mundiais desse esporte, mas a verdade é que o tema sempre esteve presente em forma de HQ em nossos periódicos.

Domingos Pace, um autêntico homem de imprensa, circulou por vários jornais e empresas jornalísticas durante as décadas de 1950, 60 e 70, criando uma enormidade de tipos e personagens, além de ilustrações, charges e cartuns.

Para saber mais sobre Pace clique aqui, aqui e aqui.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Omar Ciano - 1972

Omar Ciano, um estudante marciano pouco aplicado, é mandado em missão ao nosso mundo e rapidamente descobre as incoerências e as diferenças entre terráqueos e os seres de seu planeta.

Criado por Sergio Tastaldi foi publicado na Folhinha, suplemento infantil do jornal Folha de S. Paulo em abril de 1972.

Sobre o autor:

Em suas redes sociais Sergio Tastaldi se define dessa maneira:

"Formado em Odontologia pela PUC Campinas, Sérgio Tastaldi (nome artístico de Sérgio Pinto Tastardi) cursou também Jornalismo na Faculdade Casper Líbero, em São Paulo.

Foi diretor de arte da Rede Globo – SP (1976 a 1978), da TV Cultura – SP (1978 a 1979), da Rede Bandeirantes (1982 a 1983) e da extinta TV Tupi (1971 e 1976).

Foi diretor musical de shows de Jô Soares, entre 1972 e 1980.

Foi chargista e ilustrador da Folha de São Paulo (1978 a 1979), professor de Desenho de Propaganda da Unicamp – SP (1986 a 1987) e professor de Desenho Animado em sua própria escola (1979 a 1982) e no MIS – SP (1982 a 1984), tendo sido premiado no Festival Internacional de Cinema de Cuba com seu trabalho Cinema Feito a Mão (1988).

Promoveu o Iº Encontro Brasileiro do Cinema de Animação no MIS – SP e a Iª Feira do Desenho Animado no SESC Pompéia (1981 e 1982).

Apresentou trabalhos na Itália, França, Portugal e Equador.

Criou o boneco Tomi, feito para a Xuxa (1990) e transformado em brinquedo pela MIMO, que vendeu cerca de 150.000 unidades.

Produziu programas infantis para a TV, como O Bicho de Goiaba, apresentado em Brasília (Radiobrás) em 1982, e Capivara e Lig-o-Plug, apresentados na TV Gazeta – SP (1983 a 1988).

Criou e manipulou bonecos e fez trilha sonora para programa de TV produzido pelo Laboratório de Ensino à Distância da UFSC para o MEC (1997).

É empresário, dramaturgo, diretor e produtor de teatro, produtor de eventos principalmente voltados para o público infantil e criador de bonecos e artes para publicidade e para exposições. Faz trilhas sonoras para teatro e televisão.

Sua exposição de bonecos O Guarda-Roupa da História, criada para os festejos dos 500 anos do Brasil, já excursionou por Belo Horizonte - MG, Curitiba - PR, Canela - RS, Lages, Rio do Sul, Blumenau, Museu do Mar em São Francisco do Sul e Florianópolis – SC.

Atualmente com 8 espetáculos teatrais em repertório ativos".

Tastaldi faleceu em 05 de dezembro de 2023. 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

A Turma do Xaxado - 1998

O personagem Xaxado de Antônio Cedraz, já existia anteriormente, mas ainda em processo de amadurecimento. Foi somente a partir de 1998 quando passou a ser publicado no caderno Municípios do jornal A Tarde e, depois, na edição diária, em 1998 que as tiras caíram no agrado dos leitores, o que culminou com uma série de projetos.

Já livre de suas obrigações como bancário Cedraz pode se dedicar integralmente ao que mais amava, os quadrinhos. O desenvolvimento do seu trabalho foi notável a partir daí. Contando com uma pequena equipe de colaboradores, entre eles: Gonçalo Silva Jr., Tom Figueiredo e Reinaldo Alcântara nos textos e Sidney Falcão, Fábio Maltez, Augusto Matos e Daneila Veloso nos desenhos, o autor, como sempre fez, procurou ocupar todos os espaços disponíveis para a publicação de sua nova criação: A Turma do Xaxado. Primeiro foi a publicação das tiras em revistas, diversos jornais diários e periódicos em várias partes do Brasil. Depois veio o livro “A Turma do Xaxado", com uma coletânea das melhores tiras publicadas, livro este que ganhou, em São Paulo, o troféu HQ Mix* 1999 como o melhor álbum infantil de Histórias em Quadrinhos. Em seguida, o painel comemorativo dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, exposto durante oito meses na fachada do Shopping Iguatemi (Salvador); as coleções de cartões telefônicos da Telemar, com quase dois milhões de cartões vendidos.

A turminha saiu também na Revistinha do Xaxado da editora Cedraz; em Minha Revistinha - A turma do Xaxado; no Jornalzinho da Turma do Xaxado e na série de livros A Turma do Xaxado com o apoio do Programa Estadual de Incentivo à Cultura do Governo do Estado da Bahia; em álbuns pela editora Martin Claret (2012), em revista periódica mensal pela editora Escala (2001), entre muitíssimas outras publicações, além de ter tiras publicadas em A Tarde (Salvador - BA), como já dito, e em A Folha do Estado (Cuiabá - MT).

A Turma do Xaxado também participou de diversas campanhas educacionais como Os Dentes e a Saúde patrocinada pela Santa Casa de Misericórdia da Bahia.

Participam das aventuras:

Xaxado é neto de um famoso cangaceiro que vivia com o bando de Lampião. Sensível, alegre e sempre atento às belezas e aos problemas da vida no campo, Xaxado é como um sol ao redor do qual circulam todas as outras personagens, como 

Zé Pequeno, seu melhor amigo, um rapaz com um jeito de falar típico do povo que mora no interior. Zé adora uma pescaria (quando o rio não está seco) mas gosta mesmo é de se livrar do trabalho para ficar na rede, vendo a vida passar. 

Já Marieta adora mesmo é estudar e ficar de olho no linguajar da turma. Para ela, corrigir a fala dos outros é mais do que um passatempo, é uma verdadeira cruzada em defesa da língua portuguesa. 

A outra garota da turma é Marinês, uma linda morena que curte muito ecologia e anda fazendo campanhas para a preservação da natureza. Marinês é namorada de Zé Pequeno e irmã de Capiba, um garoto aspirante a cantador nordestino e fã incondicional de música sertaneja, principalmente das músicas de Luiz Gonzaga. 

Tem ainda Arturzinho. Filho de um rico fazendeiro, o menino faz questão de mostrar a todo mundo que nasceu "em berço esplêndido”. Ele é tão metido a besta que qualquer dia desse vai exigir ser chamado de ARTURZÃO. E não podemos esquecer os pais e mães dos personagens, o Padre, o Saci, o jumento Veneta, o porquinho Linguicinha, a galinha caipira Odete, o cachorro Rompe-ferro e muitos outros.

Para saber mais sobre Cedraz clique aqui.

* O troféu HQ Mix é o mais importante prêmio da categoria, considerado o Oscar do Quadrinho nacional.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Guris -1984

Com o passar do tempo e o amadurecimento de seu trabalho o cartunista Antônio Cedraz acabou reunindo sob o título Guris todos os seus personagens infantis.

Capitaneados pelo comilão Pipoca, participavam das aventuras Lúbio, Lula, Mau, Licuri, Vatapá, as meninas Carol e Andréia e até mesmo o Joinha.

Na imagem acima podemos ver umas das tiras publicadas no suplemento Tribuninha, Salvador - BA, em 6 de dezembro de 1987.

As tiras dos Guris foram reunidas em várias publicações independentes pelo próprio Cedraz e também pela editora Graffiti Dois Cultural de Curitiba - PR.

Para saber mais sobre o autor clique aqui, aqui e aqui.