sexta-feira, 16 de maio de 2025

Rips - 1973

Com uma temática muito próxima à sua série, Leopoldo, o cartunista e hoje publicitário Márcio Pitliuk apresentou-nos outra tira: Rips.

Com um discurso ligado à contracultura, à crítica ao consumismo e à ecologia, Rips esbanjava bom humor e inteligência diariamente na Folha da Tarde (SP), em 1973.

Para saber mais sobre Pitliuk clique aqui e aqui.

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Dom Ináfio - 2003

Inicialmente chamada de O Reino Encantado de Dom Ináfio Calamari da Filva I, a série Dom Ináfio foi uma das melhores criações do cartunista Ota (Otacílio Costa d'Assunção Barros, 1954 – 2021).

Sátira aos dois primeiros governos do presidente Lula (2003-2011), à moda das tiras de O Mago de Id, a série foi produzida no início de 2003 para O Pasquim 21 e chegou a ocupar uma página inteira do semanário no ano seguinte.

Como fim do tabloide, Dom Ináfio migra para o Jornal do Brasil, onde passa a sair diariamente, contabilizando cerca de mil tiras publicadas entre 2005 e 2008. 

Aliando seu humor afiado, sua compreensão do cenário político da época, apresentando a língua presa do Presidente, o publicitário Duda Mendonfa e o ministro Manteiga, e um domínio impecável da narrativa quadrinística, Ota produziu uma poderosa charge política diária em formato de tira de humor, isenta de discursos de ódio ou ressentimentos.


Dom Ináfio no JB em 2007.

Para saber mais sobre Ota clique aqui e aqui.


sexta-feira, 2 de maio de 2025

Manoel Ferreira (1930 - 1998)

O relato acima, O Frade Misterioso, foi publicado na revista X-9, da RGE, em abril de 1959. Dezenas de histórias de mistério como essa, atribuídas aos leitores, foram publicadas na revista durante sua existência. Sua execução coube a Manoel Ferreira, um excepcional artista dos nossos quadrinhos, infelizmente e injustamente, um pouco esquecido em nossos dias.

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Abaixo uma entrevista concedida ao nosso blog por seu filho Eduardo Torres que nos conta um pouco mais sobre a vida deste grande autor.

Tiras Memory: Qual a data e o local de nascimento do Manoel?

Eduardo Torres: Rio de Janeiro, 23 de julho de 1930, batizado Manoel Antonio Ferreira.

TM: Seu pai gostava de quadrinhos quando jovem?

Eduardo Torres: Sim, da revista O Tico-Tico e do Suplemento Juvenil de O Globo. Lembro que citava HQs de Flash Gordon, Mandrake, Fantasma e Tarzan que lia quando criança e adolescente. 

TM: O Manoel teve algum estudo formal de desenho?  Em qual escola?

Eduardo Torres: Sim. Formado desenhista em nível médio pelo Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e depois formado em Desenho pela Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil (hoje Escola de Belas Artes da UFRJ). Mas já exercia a profissão de desenhista freelancer quando ingressou na Escola Nacional de Belas Artes.

TM: Como ele começou a colaborar com as revistas da RGE.

Eduardo Torres: No primeiro quartel dos anos 50, após formado em Desenho pela ENBA, procurou emprego na RGE e foi contratado. Tinha uma prancheta lá na sede da RGE, no bairro do Rio Comprido, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Entre outros trabalhos, desenhava HQs para a revista X-9 (com destaque para  a série "Assombrações") e a seção da terceira capa da revista (maravilhas da natureza, ciências, artes e arquitetura), que ele não só desenhava exclusivamente, como pesquisava o tema e escrevia o texto. Trabalhava com nanquin e guache de modo geral, mas também fazia aquarelas e desenhos a lápis e carvão. Foi amigo do Flávio Colin e seu colega na antiga Rio Gráfica Editora.

TM: Onde trabalhou após deixar a RGE?

Eduardo Torres: Atuou na RGE até o final dos anos 50, mas fazia, e continuou fazendo, trabalhos freelancer e foi contratado para ilustrar os livros didáticos  da serie A Mágica do Saber (das professoras Thereza Neves da Fonseca e Icles Marques Magalhães, editora Cadernos Didáticos), o que fez por alguns anos.

No final dos anos 50 fez concurso para trabalhar como ilustrador do SENAI-DN (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Departamento Nacional), e não foi funcionário público, como alguns sites têm divulgado, o que lhe deu mais estabilidade financeira, mas continuou fazendo trabalhos de desenho freelancer por alguns anos.

Entre o final dos anos 60 e final dos 70 desenhou mais no SENAI,  reduzindo as atividades de desenho freelancer.

TM: Como foi a volta dele aos quadrinhos nos anos 1980? E depois disso, que outros trabalhos fez?

Eduardo Torres: Em 1977 a revista Spektro convocou vários desenhistas veteranos dos tempos da RGE e da X-9 para desenharem suas HQs. Meu pai foi um deles. Desenhou lá até o fim da revista em 1982. Enquanto trabalhava como freelancer pra Spektro ele continuava como ilustrador do SENAI, conciliando as duas atividades.

Aposentou-se do SENAI no início dos anos 90 e depois disso teve poucos trabalhos de desenho profissionais, mas gostava de desenhar em casa, com lápis e papel, como lazer.

Morreu em 11 de agosto de 1998, aos 68 anos, completados três semanas antes.

Manoel Ferreira no livro A Técnica do Desenho, de Jayme Cortez, editora Bentivegna, década de 1960.

Em 2016 foi feita uma exposição de originais em homenagem a Manoel Ferreira no corredor central da SIQ-UFRJ (Semana Internacional de Quadrinhos da Universidade Federal do Rio de Janeiro), em evento promovido por Octávio Aragão.

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Turminha do Céu Azul - 1985

Depois do seu início com o personagem Tortuga, para o suplemento Quadrinhos, da Folha de S. Paulo, Júlio Vendramini Júnior (Júlio Jr.), criou, em 1985, a Turminha do Céu Azul, uma série infantil centrada nos personagens Dentuço, Joca, Pitico, General Bicotorto, Lalau, Guigo, Tuca, Saporenga, Gagolume, Isca, Leleia e Sapelvis (um sapo roqueiro).

A Turminha do Céu Azul foi publicada na revista infantil Cuca pela editora Maltese/OESP em 1986 e em revista própria em 1985 pela editora Três e em 1990 pela editora Tribuna.

Para saber mais sobre o autor clique aqui.


sexta-feira, 18 de abril de 2025

Tortuga - 1974

Para o suplemento Quadrinhos, da Folha de S. Paulo, Júlio Vendramini Junior produziu a série Tortuga, uma tartaruga em conflito com um senhor de óculos, talvez seu primeiro trabalho. Publicou dezenas de histórias entre setembro de 1974 e maio de 1976. Mesmo depois do suplemento ter mudado para o formato meio tabloide horizontal, continuou produzindo as histórias no formato vertical e publicando duas páginas reduzidas em cada página do jornal. No final de 1975, no nº 171, o desenho de Tortuga foi feito por Adilson Borges dos Santos. Tortuga continuou a ser publicado por mais meio ano novamente no traço de Júlio Vendramini Junior.

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Júlio Vendramini Junior fez longa carreira nas histórias em quadrinhos, tanto produzindo roteiros para o estúdio Disney quanto com produções próprias. Criou a Turminha do Céu Azul, que teve revistas pela editora Três (3 números) e Tribuna (2 números), com desenhos de Paulo Borges e Moacir Torres. Também produziu livros infantis com os personagens e ilustrou livros de outros autores, como O Diário de Luizinho, de 1998, e O Sonho de Patrícia, de 2000.

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Hora da Boia - 2010

“Como nem só de trabalho vive o trabalhador brasileiro a série de tiras Hora da Boia foi criada para ser um espaço leve e descontraído dentro do jornal 'Visão Trabalhista' do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região. E na Hora da Boia que os amigos Tião, Josué, Barnabé e Maceió encaram o rango do seu Manel e colocam o papo em dia”.

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Sobre o autor: Rice Araujo (Ricardo César de Araújo) é nascido em São Vicente, SP. Iniciou-se na área do desenho gráfico aos 12 anos e em 1984 iniciou-se em  criação publicitária, que é atualmente a sua atividade principal. Como cartunista e caricaturista, trabalhou para um sindicato de Osasco (Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco), onde participou da publicação de “IlustrAction”, uma retrospectiva de 30 anos de ilustração na imprensa sindical e do livro “Vítimas” que retrata acidentes de trabalho. 

Destacam-se suas participação em salões de humor, como o Humor at the Falls, Ecocartoon, Bienal Internacional de Quadrinhos do Rio entre outros e premiações como dois primeiros lugares nos Festivais de Humor de Santos, 2º lugar em caricatura no Festival de Humor de Paraguaçu Paulista, duas vezes primeiro colocado nas mostras de humor de Mauá, primeira colocação nas categorias charge e cartum, menção honrosa em caricatura e o prêmio Portifólio Especial no Salão Universitário de Humor de Piracicaba.

Em 2005 criou uma vinheta de passagem para a Rede Globo e em 2006 outra, com o tema “Inclusão social pelo esporte”. Participou também das publicações "Ziraldo 85", "Tiras de Letra Agora ou Nunca", "Brasil do Bem", "Revista Picles" e outras. 

Rice faleceu em 05 de abril de 2025.

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Otakoo Saloon Cartoon - 2006

Em abril de 2006 o desenhista Jan Limpens venceu o 3º Concurso Folha de S. Paulo de Ilustração e Humor na categoria Tiras (1º lugar) com a série Otakoo Saloon Cartoon, o que permitiu ao autor passar a colaborar com o jornal. As tiras são povoados por seres estranhos como homens insetos e homens batata e com um tipo de humor bastante peculiar.

A série havia sido publicada no site da TV austríaca estadual, ORF, baseado nas personagens recorrentes nos teatros, sketches e filmes do grupo de performance vienense Casa del Kung Fu.

Para saber mais sobre Limpens clique aqui e aqui.