sábado, 16 de janeiro de 2016

José Menezes - Entrevista - 1978

Matéria/entrevista com o desenhista José Menezes produzida em 1978 pela distribuidora ECAB (Editora Carneiro Bastos) e que permaneceu inédita até os dias de hoje. Menezes nasceu em 06 de agosto 1933 e faleceu em 24 de junho de 2022.


QUADRINHOS: PROBLEMA DE ARTISTAS NACIONAIS

O desenhista José Menezes disseca em entrevista a luta do artista nacional contra o “fantasma” que representa a importação de personagens do exterior. Sua ideia para a formação de um sindicato, a exemplo do que é feito na França, parece a solução ideal.

Reportagem de YVONNE AMORIM

O leitor pega na banca uma revista de histórias em quadrinhos e jamais imagina os processos por quais passou até que a publicação fosse elaborada e finalmente impressa.

O público conhece os heróis e muito pouco dos heróis autênticos, aqueles cuja cuca foi fundida para a criação das figuras tão populares como O Fantasma, Robin Hood, Mandrake ou Jim das Selvas.

Originalmente importados, principalmente dos Estados Unidos, os personagens em quadrinhos têm uma história curiosa que é aqui contada por um artista de inegáveis méritos – José Menezes. O desenhista experiente e de imaginação fértil, capaz de manter a qualidade do trabalho, sem a qual o leitor se desinteressa pelos personagens.

O ARTISTA E SUA VIDA

Com 40 anos de idade, José Menezes já fez de tudo diante de um cavalete. Na Rio Gráfica Editora, ao atrasarem os norte-americanos a remessa do Fantasma ou Jim das selvas, tinha ele que passar horas e horas criando e desenhando a sequencia das aventuras dos conhecidos personagens. Isto porque as revistas têm dias certos para circular e o capital empregado em publicações do gênero não comportam atrasos. Mesmo porque são aos milhares os compradores habituados a tal tipo de leitura e a aquisição de revistas, em dias certos, faz parte dos hábitos dos fregueses. Eles ficam aborrecidos se lhes falta aquilo que procuram e o editor corre o risco de ver seus leitores serem atraídos por outros personagens, de firmas concorrentes.
Disso tudo o ponto central é o artista, no Brasil muito mal remunerado.

HISTÓRIAS IMPORTADAS – HISTÓRIAS NACIONAIS

Há muitos anos tentam os autores brasileiros quebrar a resistência dos editores, lançando personagens genuinamente brasileiros, sobretudo de nosso folclore. Porém, destronar o mágico ou o Tio Patinhas, já impregnados no mercado graças à hábil divulgação, não é tarefa das mais fáceis. José Menezes no entanto obteve êxito ao criar para a SURSAN, do antigo estado da Guanabara, quadrinhos sobre um tema profundamente humano: as favelas.

As dificuldades de mercado no entanto, não podem ser atribuídas somente aos editores, os quais já tentaram vencer o problema. O leitor – este sim – não aceita em sua grande maioria os personagens legitimamente brasileiros. Aqui vai um exemplo dado por José Menezes. Suas declarações são textuais:
“Falarei de Kim e Águia Branca e vou referir-me a histórias nitidamente brasileiras. Trata-se de distribuição de material nacional, distribuído para jornais e revistas brasileiras. O argumento de histórias brasileiras ainda é um problema difícil e isso nos leva à opção de ter que desenhar coisas semelhantes aos enlatados tradicionais, exatamente porque o nosso leitor que, durante anos e anos foi habituado a ler e ver as escolas de heróis de fora, não aceita de pronto uma ideia oposta ao tradicional. Seria bom que o leitor aceitasse melhor as nossas lendas e o nosso folclore, tão ricos e importantes. Há tempos criei para uma editora uma história quadrinizada sobre a invasão holandesa, onde eu focalizava a resistência do Forte de Rio Formoso por um grupo de 13 brasileiros, durante cinco horas, frente a 300 ou mais holandeses. Procurei, em meu argumento, ser o mais autêntico possível, inclusive estudando trajes, costumes e fatos. Para minha decepção, consideraram o assunto não comercial...

O que anima ultimamente é ter encontrado uma editora como a Carneiro Bastos, que edita, investe e lança produções gráficas nos moldes americanos tudo o que produzimos.
A Carneiro Bastos nos dá uma participação na base de percentual fixado em contrato, por cada venda de nossa produção, em relação às vendas para jornais e revistas do Brasil, com opção para o exterior. Isso é muito bom porque essa editora, lutando tremendamente há vários anos, está, aos poucos, vencendo a resistência das empresas jornalísticas, já tendo aberto brechas no exterior.

Infelizmente são poucas as empresas compreensivas. Elas não imaginam a importância não só intelectual da divulgação daquilo que é nosso. E, também é necessário, que entendam sobre o aspecto econômico em relação às divisas despendidas com tal comercialização.
Tenho sido convidado com frequência para participar de debates sobre o quadrinho nacional e não nego que tem sido grande a minha decepção.

A SOLUÇÃO DO PROBLEMA

Perguntamos a José Menezes se existe solução para o problema. Eis o que nos afirmou:
“Acho que seria importante a criação de um sindicato, a exemplo do que é feito na França. Ali os desenhistas revendem seus trabalhos para o Socerlit, que os distribui para toda a Europa. Se alguma história de fora é pretendida por um jornal ou revista francesa, o comprador é obrigado a adquirir um similar francês. É uma forma salutar de “dá cá e toma lá”. Ninguém fica perdendo. Ninguém fica de fora”. 

Com sua larga experiência, Menezes prossegue discorrendo sobre a luta que está desenvolvendo:
“Tenho muita vontade de produzir um livro sobre quadrinhos e a ideia nasceu quando iniciei minha coleção de originais de tirinhas. Minha correspondência com desenhistas de outros países e também com os nacionais. Esse trabalho de cooperação sobre os quais debatemos estilos, didáticas e problemas, não apenas nos aproxima, mas acaba por nos dar luz em busca de uma solução.
Moacyr Cirne, meu particular amigo, ao publicar seu livro “A Explosão Criativa dos Quadrinhos”, teve ás suas ordens todo o meu arquivo de gibis. De qualquer forma, é um passo à frente. Ainda não tenho, pelo menos de imediato, solução à vista”.

E AS COMPENSAÇÕES?

José Menezes é um lutador e suas palavras revelam a esperança de dias melhores. Isto ele revelou quando lhe perguntamos sobre as compensações da luta desenvolvida:
“Tenho tido momentos de compensação. Não direi que se trata de compensação material, mas o lado moral e espiritual. Isto a partir da edição de “Kung-Fu” para a Ebal. Passei a receber cartas; muitas cartas dos leitores, me incentivando. Isso é um conforto.

Meus colegas, argumentistas e desenhistas me apoiaram inteiramente.
Primaggio, (criador de Sacarrolha), Orestes Oliveira, também desenhista de “Kung-Fu”; Hélio do Soveral, argumentista e numerosos outros me apoiaram e incentivaram. Isto já representa alguma coisa”.


José Menezes em 1975 na revista Kung-Fu da editora Ebal.

E A LUTA PROSSEGUIRÁ

José Menezes reside em Petrópolis. Ali ele imagina e cria suas histórias, dando continuidade à vida do fantasma ou de qualquer outro personagem, desde que lhe seja encomendado. Se o escritor americano está de pileque e não entregou a história. Se o desenhista de Tio Sam não deu conta do recado, por qualquer motivo, dos quadrinhos de Jim da Selvas, Menezes vai para o estúdio e um novo capítulo dentro em breve está nas bancas.

Ele é otimista, embora desapontado pela resistência às histórias nacionais. Para encerrar a presente entrevista, afirmou:
“Tenho de lutar e acho não estar muito longe uma vitória. Se nos arregimentarmos e, a exemplo do que fazem os franceses, nos unirmos, acredito ser possível atingir o objetivo. Porque, de uma coisa podem estar certos: a luta prosseguirá!”.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Os Mafiosos - Notícias Populares - 1972


Série publicada pelo jornal Notícias Populares em 1972, Os Mafiosos foi uma criação do cartunista Novaes.

Sobre a tira o autor nos dá o seguinte depoimento: "Nem me lembrava mais disso! O desenho é bem influenciado pelos bonecos do meu pai (o cartunista Otávio)! É outra daquelas tiras que fazia pro Notícias Populares. O Notícias Populares foi meu começo profissional. 

Comecei em 72, acho, e fiquei até 76, ou um pouco mais, que foi quando entrei na Folha da Tarde. Fiz várias tiras pro NP, inclusive a do bebê diabo, que era uma invenção do diretor do jornal, o Ibrahim Ramadan, pra vender jornal. Você ainda vai acabar descobrindo outras histórias dessa época. Essa aí, provavelmente foi da época em que estava no exército e meu pai deve ter começado a HQ e eu terminei, por causa do estilo. Depois de tanto tempo fica difícil lembrar de detalhes...".

quinta-feira, 30 de julho de 2015

A Caminho do Inferno - Notícias Populares - 1972


A Caminho do Inferno foi uma série de aventuras criada pelo cartunista Grillo em 1972 para o jornal Notícias Populares.

Grillo foi aluno do IADE (Instituto de Artes e Decoração) e contemporâneo de outros cartunistas da época que também cursavam a escola, como: Crau da Ilha, João Zero e Sizenando.

Para o mesmo jornal, Grillo desenhou uma outra tira chamada A Caveira dos Ossos de Ouro. O autor também publicou no Suplemento Quadrinhos da Folha de São Paulo.

Aparentemente Grillo abandonou os quadrinhos para se dedicar à publicidade.


 Grillo no Suplemento Quadrinhos da Folha de São Paulo em 1975.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Cubinho - Diário do Grande ABC - 1975

Criação do cartunista Mário Mastrotti para o jornal Diário do Grande ABC em 1975, Cubinho trata de temas sociais e ecológicos.

"É um cachorro estilizado que vive no Brasil em nossa época,  fazendo constantes observações sobre nossa  política, questões sociais como cidadania, direitos humanos, ecologia e justiça social. Muitas vezes filosofa em relação a vida e se deprime com o ser humano e seu comportamento predador".

A tira foi distribuída para veículos de todo o Brasil pela ECAB (Editora Carneiro Bastos) em meados dos anos 1970.

Segundo o autor este personagem foi um dos primeiros a abordar o assunto ecologia desde sua criação. Logo após se transformou em uma tira/charge, abordando assuntos como anistia e direitos humanos em pleno regime militar.

Em declaração ao blog, Mastrotti ressalta: 

"Uma informação interessante sobre as tiras é que de julho de 1975 até outubro de 1978 elas foram publicadas no período do A.I.5.

Outra coisa, desde 1975 o personagem interage com os extraterrestres mas somente no ano de 2014 criei Tégico, o extraterrestre".



Cubinho contracena com outros personagens como: 

Bilú, amigo do Cubinho que o acompanha constantemente nas observações que ele faz sobre todos os assuntos. Funciona como “escada” perguntando o porque de cada colocação para que o personagem Cubinho possa fazer a piada.
As vezes Bilú tem uma tirada mais ingênua e purista, mas, na maioria das vezes, arma a situação para que o Cubinho passe sua mensagem com humor.

Bim, o irmão mais novo do Cubinho representa a visão da criança inteligente mas sem a malícia do adulto.
 

Lú, amigo do Bim, aparece sempre para brincar, ajudar e questionar o amigo.

Obuc, o negativo da personalidade do Cubinho. Pessimista, misterioso e pouco confiável. Não acredita em mudanças e acha que as coisas ruins no país não têm mais jeito.


Em 1975, quando o personagem estreou no Diário do grande ABC, o jornal publicou a matéria a seguir:

Cubinho: visão da realidade

Com apenas quinze anos de idade (nascido em 21 de fevereiro de 1960), Mário Dimov Mastrotti tem uma visão global dos principais problemas do homem  contemporâneo. Ele se dedica ao desenho desde os nove anos, e aos quadrinhos desde o ano passado. Já criou muitos personagens e percorreu diversos jornais para editá-los. Mas sempre recebeu como resposta a “falta de espaço", por parte de editores que nem mesmo tiveram o prazer de observar seus desenhos.

Cubinho, um cachorro quadrado que Mário define como uma criança que sempre procura penetrar nas ações, começa a ser mostrado hoje através do Diário do Grande ABC. Para falar da vida de seu personagem, Mário volta ao passado, quando Cubinho era menos estilizado, usava óculos e franjinhas: “A personalidade era a mesma, mas acontece que eu usava muitos elementos de histórias em quadrinhos, e a ideia, no todo, ficava convencional. Atualmente, o Cubinho deixou de lado os óculos e as franjas e sua forma de apresentação foge no esquema habitual dos quadrinhos. Ele está mais preso às situações”.

Mário, como nasceu o Cubinho?

“Depois de ler muitas histórias em quadrinhos, eu percebi que a maior parte dos desenhistas não imprimem novas formas a seus personagens. Isto, quer dizer: um cão, sempre parece um cão, e um homem, sempre um homem. Por isso, resolvi tomar como ponto de partida uma figura geométrica muito conhecida, "que é o quadrado. À partir daí, pensei num cão, e a figura de Cubinho nasceu dessa união”.

Depois desse primeiro contato com seu personagem, Mário passou então à criação das histórias. Nelas procura retratar com fidelidade os principais problemas  de nossos dias, como por exemplo a poluição, que é vista em todos os seus aspectos. Ele, inclusive, faz uma observação: “As histórias em quadrinhos que habitualmente são lidas, geralmente fogem à realidade, principalmente em questão de paisagem. Nas histórias do Cubinho, pode-se ver as ruas como elas são. Isso quer dizer: cheias de lixo, buracos etc”.

Mário começou a desenhar quando tinha nove anos de idade. Naquela época, dedicava-se a retratar paisagens e naturezas mortas. Os estudos, iniciou em São Bernardo sob os cuidados da professora Diva, com a qual permaneceu durante dois anos. Depois foi para São Caetano, onde ingressou na Fundação das Artes. Na Fundação, foi aluno da gravurista Vânia Pereira, uma das premiadas do VIII Salão de Arte Contemporânea de São Caetano do Sul. Sobre Vania, Mário disse que aprendeu muito com a professora, que transmitia de maneira muito simples as matérias: “Vânia me deu uma ótima visão da arte, principalmente no que diz respeito à gravura e escultura”. No ano passado, depois de frequentar durante alguns meses um curso na Poliarte, em São Paulo, resolveu parar os estudos para dedicar-se às suas histórias. Além do Cubinho Mário tem outros personagens, alguns ainda em fase de criação. Entre eles, cita o Bilu, que acompanha o Cubinho na maior parte das histórias. Os outros, prendem-se mais à ficção-cientifica. São os super-heróis Universo, Titan, Dinamitador e Homem Vegetal, que atuam no mundo do futuro, destruído por uma guerra atômica.

Mário reside há dez anos em Santo André (Rua das Caneleiras, no Bairro Jardim). É neto de russos e italianos e diz que muitos dos problemas que preocupam os habitantes do Grande ABC são mostrados nas histórias do Cubinho: “O Importante é estar sempre atento e retratar a realidade".

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Maneiras de Dizer - Diário da Noite - 1948



Criada pelos artistas F. Bruce e Martiniano e publicada na seção de esportes do jornal Diário da Noite, a série Maneiras de Dizer fazia humor utilizando os sentidos literais e figurados das frases, dos jargões do futebol e dos nomes e apelidos dos jogadores da época.

O chargista Martiniano (Martiniano Alves de Araújo Filho) nasceu em 1911, começou sua carreia na editora O Malho, tendo sido colaborador da revista O Tico-Tico, desenhando as Aventuras de Chiquinho.  A partir de 1930 passa a colaborar com O Globo e A Noite Ilustrada. Foi também colaborador do jornal A Manha, de Aparício Torelly, o Barão de Itararé. Martiniano faleceu em 1967.



Martiniano n'O Tico-Tico, 1931.

Pela semelhança de estilo com as ilustrações acima, podemos supor que este seja o Chiquinho de Martiniano, apesar da falta de assinatura. O Tico-Tico, 1930.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

As aventuras do Agente Sapú - Notícias Populares - 1972

Criadas pelo cartunista Novaes mas desenhadas por seu pai, o cartunista Otávio, As aventuras do Agente Sapú foram publicadas pelo jornal Notícias Populares em 1972.

Agente Sapú era um policial totalmente sem noção, às voltas com o soro do Batu-Ke, do cientista louco, Dr. Phro Hença, candidato a dominador do mundo. Participavam das aventuras: Peremptória, namorada de Sapú; o pai dela, o sr. Lima Luso e Kid Bravo, capanga do Dr. Phro Hença.

Vejam a seguir o depoimento de Novaes sobre a obra: 

"Eu comecei a fazer as tiras no Notícias Populares mas logo depois servi o exército. Aí tive que parar de fazer as tiras. No começo eu desenhava e meu pai passava a tinta. Mas depois nem o desenho deu mais, então ele começou a fazer a própria tira, mas o espaço era meu e para não perdê-lo, ele assinava meu nome!!!

Nessas tiras ele colocava um monte de amigos. Na tira acima aparece o Agostinho dos Santos, que foi seu grande companheiro de baladas e essa mulher que era uma jornalista, mas não lembro seu nome".

Sobre Novaes, encontamos em seu blog: Caricaturista, ilustrador, cartunista, artista plástico, paulistano, budista, pisciano no zodíaco e cavalo no horóscopo chinês.

Sou filho de chargista, o Otávio, que trabalhou no jornal Última Hora do grande Samuel Wayner. Comecei no extinto jornal Notícias Populares em julho de 1972. Em 1976 meu primeiro registro em carteira, na Folha da Tarde, que mudou seu nome para  Agora. Saí em 1991 e tive uma rápida passagem pelo Jornal da Tarde. No mesmo ano fui para a Gazeta Mercantil que encerrou suas atividades em 2009. Paralelamente publicava charges no Jornal do Brasil até 2008 e uma página de humor na revista Forbes Brasil.

Ganhei o prêmio HQMix com um álbum de charges em forma de tiras diárias, chamado SIR NEY, que conta a história do mandato do presidente Sarney. No mesmo ano,1991, ganhei o prêmio Ângelo Agostini como melhor roteirista de tira cômica, pelo mesmo personagem e, em 2011, fui homenageado pela AQC recebendo a medalha Jayme Cortez como mestre do quadrinho nacional.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Dito, o Bendito - Jornal de Piracicaba - 1993


O criador de Dito, o Bendito, Érico San Juan, nos dá o seguinte depoimento sobre o seu personagem:

"A tira Dito, o Bendito nasceu no Jornal de Piracicaba, em 1993. Teve fases semanais e diárias de publicação, até ser encerrada em 2005.

Nesses doze anos de vida, e até depois deles, o personagem saiu em dois livros-solo da editora Marca de Fantasia, o último publicado em 2013.

Dito também teve exposição própria na Câmara de Vereadores de Piracicaba, foi selecionado para o Salão Internacional de Humor da cidade.

Outros livros de tiras acolheram o personagem, em companhia de outros autores: Os Quinze de Piracicaba (ed. Imprensa Oficial do Estado de SP), Central de Tiras (ed. Via Lettera) e Tiras de Letra Outra Vez (ed. Virgo).

Um livro didático de português da editora Saraiva escolheu uma das tiras para um exercício, que nem o autor é capaz de resolver... 

Dito, o Bendito teve fases fases sambísticas, gástrico-políticas, familiares e gastronômicas (trabalhou em restaurante). E teve a companhia de seus próximos: o filho Tião, o amigo Feijão, o colega de trabalho Zé das Carnes".