quinta-feira, 9 de abril de 2015

Níquel Náusea - Folha de São Paulo - 1985


Com um simples trocadilho a respeito do camundongo criado por Walt Disney, Fernando Gonsales concebeu uma das mais duradouras séries de tiras brasileiras: Níquel Náusea.

Com um rato, Níquel, sua companheira inseparável, a barata Flit e toda uma lista de personagens engraçadíssimos, Fernando povoou as páginas de vários jornais de todo o Brasil.

Vejamos o texto de apresentação publicado pela Folha de São Paulo em 1985:

"Níquel Náusea é o rato de Fernando Gonsales. Ele vive onde vivem os ratos: nos esgotos e subterrâneos da cidade grande. Como diz Fernando, "é um ser em busca de sobrevivência". 

Metáfora do lado sombrio da metrópole, a tira de Fernando é forte, sarcástica, às vezes agressiva. O personagem existe há um ano, mas estava abandonado. Com o anúncio do concurso promovido pela Folha, ele voltou à vida. Ou aos esgotos. "Eu tinha vontade de fazer uma tira com um animal e o rato surgiu desta vontade", diz Fernando, que já publica diariamente a tira Benedito Cujo, no Fovest.
A ligação com os animais não é esporádica. Fernando é formado em veterinária — profissão que chegou a exercer, mas desistiu. "Desejo me profissionalizar na área de desenho", explica. Mas a distância da veterinária não o afastou dos bichos: "Os animais estão em plena igualdade com os homens, que, não se deve esquecer, também são animais", diz".

Prestes a completar 30 anos de publicação ininterrupta, a tira já teve revista própria pelas editoras VHD Diffusion, Circo/Sampa e Palhaço. Já foi publicada em dezenas de jornais, distribuída pela agência Pacatatu e atualmente segue sendo publicadas em álbuns coloridos pela editora Devir, sem mostrar sinais de cansaço.

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