sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Talzan - 1974

Talzan, uma sátira ao personagem do escritor estadunidense Edgar Rice Burroughs (1875-1950), vivia em uma floresta fictícia, fugia de crocodilos, pendurava-se em serpentes pensando que eram cipós  e tentava impor a paz às tribos da região, que no final queriam apenas fazer um sambinha. 

Criado por Antônio Cedraz teve pelo menos duas aventuras publicadas como histórias complementares na revista Akim da editora Noblet entre as décadas de 1970 e 1980, nos números 30 e 141.

Cedraz produziu vários outros personagens para a mesma revista, como Lúbio, Lula, Mau, Licuri e Vatapá.

Para saber mais sobre Cedraz clique aqui.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Joinha - 1976

Joinha, o garoto de cabelos encaracolados e camisolão, crítico mas ingênuo ao mesmo tempo, foi uma das criações mais icônicas do cartunista Antônio Luiz Ramos Cedraz.

Cedraz (1945-2014), baiano de Miguel Calmon criado em Jacobina, apesar de ter se formado como professor primário e trabalhar como bancário, soube ocupar todos os espaços disponíveis para mostrar seus quadrinhos: jornais, revistas, fanzines e livros, além de montar sua própria editora, a Cedraz Estúdios. Na figura acima podemos ver Joinha na Tribuninha (Salvador, 1987). Joinha chegou a ser distribuído nacionalmente pela ECAB (Editora Carneiro Bastos) em 1976, participou do suplemento A Coisa da Tribuna da Bahia e saiu também na revista cubana Comicos, além de ter sido publicado também em Angola e Portugal. Cedraz publicou suas tiras durante 12 anos no jornal A Tarde de Salvador.

Recebeu vários prêmios, como o troféu de destaque no 2º Encontro Nacional de Histórias em Quadrinhos, realizado em Araxá (MG), em 1989; quatro troféus HQ MIX (1999, 2001, 2002 e 2003), além do Prêmio Ângelo Agostini de “Mestre do Quadrinho Nacional”.

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Amélia II - 1976

Fazendo graça num formigueiro, um microcosmo da realidade humana, a rainha Amélia II, ao contrário daquela consagrada na música de Mário Lago e Ataulfo Alves, era na verdade uma tirana, que mandava e desmandava em seus súditos, em situações lotadas de nonsense.

Amélia II foi criada pelo cartunista Villa (Rubens Villaça Avoglio, 1954-2004) e publicada no jornal Destaque (SP). 

Nascido em Avaré (SP), Villa começou sua carreira assinado Villaça. No início dos anos 1970 mudou-se para São Paulo onde estudou na Escola Panamericana e começou a publicar cartuns na revista semanal Visão, de circulação nacional. Integrou a equipe da revista Klik (Ebal) e foi premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba em 1981. Fez ilustrações para editoras como Moderna, Scipione, Ática e FTD. Elaborou charges para a Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde (SP) até sua morte prematura.

Villa na revista Klik nº 4, Ebal, 1976.


sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Os Capetas - 1976

Com personagens baseados na tradicional figura do demônio cristão, Os Capetas, bolados pelo cartunista Munhoz (Paulo Cesar Munhoz), fazia um humor descompromissado com os fatos cotidianos e foi uma das muitas criações do artista durante os anos 1970/80.

Era publicado em 1976 no jornal Destaque (SP) da Editora Jornalística Rondon.

Munhoz fez parte do Clube do Gibi, um grupo de autores que se reuniu para distribuir seus trabalho por jornais de todo o Brasil. 

Para saber mais sobre o autor clique aqui.

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Nem Te Ligo... - 1947

Aparecendo nos números iniciais do jornal satírico A Marmita e criada pelo já veterano cartunista Abílio Corrêa, Nem Te Ligo... era uma série que fazia humor mostrando a dubiedade da personalidade feminina.

Assim como em As Aventuras do Gury, também de Corrêa, cujo desenho do personagem fazia referência ao personagem de desenhos animados norte-americano Scrappy, as mulheres de Corrêa, nesta série, lembravam muito a Betty Boop de Max Fleischer.

Com um viés bastante machista para nosso tempo, como de resto toda a linha editorial de A Marmita, o jornal teve o mérito de apresentar trabalhos iniciais de artistas que viriam a se destacar muito nos anos posteriores, como Gedeone Malagola e Valdir Igayara.

Para conhecer outros trabalhos de Corrêa clique aqui.

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Phobos e Deimos - 1974

Dentre as várias criações de Fernando Moretti e Durvaly Nicoletti para o Suplemento Quadrinhos da Folha de S. Paulo estavam Phobos e Deimos, dois divertidos extra terrestres em aventuras por nosso planeta. Carregando o nome dos satélites de Marte, Phobos e Deimos analisavam as idiossincrasias dos habitantes da Terra com espanto e bom humor. Publicados no Suplemento até 1976, logo foram levados para as páginas de vários jornais do Brasil com distribuição da ECAB (Editora Carneiro Bastos) em forma de tiras diárias.

Acima, Phobos e Deimos no Suplemento Quadrinhos, 1976.

Para saber mais sobre Moretti e Nicoletti clique aqui.

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

Almir Bortolassi - 1940-2018

Almir Bortolassi iniciou sua carreira muito jovem fazendo cartuns e ilustrando As Aventuras do Detetive Fia Pino para o jornal satírico O Governador (SP) com texto de Gino Cortopassi (sob o pseudônimo de Zé Fidelis). O personagem já havia sido publicado em quadrinhos n'A Gazetinha (SP) com o nome de Fiapino, o terrível,  em 1948 com desenhos de Sammarco. 

Foi  bastante atuante nas décadas de 1960 e 1970. Publicou em revistas das editoras Outubro e Taika. Sua especialidade era o desenho infantil em personagens como Juca e Cacareco, mas também enveredou pelo traço realista em histórias de terror, mostrando toda a versatilidade dos autores dessa geração. Bortolassi abandonou os quadrinhos e seguiu o ramo da publicidade. Trabalhou em grandes agências, como a J. Walter Thompson, fundou seu próprio estúdio, o Albor Design. Nascido em 29 de agosto de 1940, faleceu em 3 de abril de 2018 em Ilhabela, onde havia fixado residência.

A volta do mágico, Seleções de Terror nº 18, novembro de 1960, editora Outubro.


Almanaque De Cacareco 1961, editora Continental.


Bortolassi em O Governador, 1955/56.


O detetive Fia Pino, O Governador, 1956.