segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Nó Cego - Diário Popular - 1987

O cartunista Fernando Vasqs nos fala sobre sua criação:

"A tira Nó Cego, publicada no Diário Popular em 1987/88, foi um dos trabalhos mais divertidos e ao mesmo tempo mais sofridos que eu fiz, porque era a primeira vez que eu desenhava quadrinhos, mesmo como estudo. 

Como “nó cego” era na época uma expressão popular, e o jornal também, achei que seria um bom título. 

O personagem principal, Ônix-21 (nome tirado do número de uma casa numa rua com esse nome), deveria ser um detetive, que, com o companheiro Cebolão-27 (não, esse não foi tirado de casa nem de rua), resolveria casos conjugais, mas com o tempo ele foi ampliando suas tarefas em aventuras inusitadas, como encontrar um assassino que matava com beijos envenenados ou combater um vilão que atacava – olha isso – com trocadilhos! 

Mais tarde Ônix-21 apareceria em longa metragem, numa revista chamada KYX-93 (editora TD, 1993), e seria substituído nas tiras por um elenco de personagens que mal duravam 10 piadas, como Alaor, o polivalente, Ana Cláudia & Antenor, Juca Seis e Meia, Nenê, o Gourmet, Vadio, o Cão, Lily etc.

Infelizmente, como quase tudo nessa área, durou uma rapidinha de coelho. Uma pena. Mas tá nos planos um livrinho com esse material todo. Um dia...".



Sobre o autor: Vasqs (Dois Córregos - SP, 21 de abril de 1953) é cartunista, ilustrador e redator de humor. Foi colunista do Jornal da Tarde, de O Estado de São Paulo, do Pasquim-SP e da revista Mad. Ilustrou o Diário Popular por 12 anos. Colaborou em várias publicações com cartuns e ilustrações, inclusive infantis. Autor do livro 'Ostras ao Vento - humor disposto a nada', edição própria, 2011. Hoje colabora com o site Charge Web.

Acima, Vasqs na revista underground Triângulo Humoroso, editora Alternativa, Bauru, SP, 1976.

Cia e Cia - Notícias Populares - 1983



Criada por Donça (João Vicente Mendonça) e Verdi (Carlos Alfredo Fernandes Verdasca) a tira Cia e Cia contava as proezas de um super-herói egocêntrico e fracassado e era publicada no Notícias Populares durante o ano de 1983.

Com o passar do tempo a série perdeu os personagens fixos e passou a ter piadas visuais e de non-sense, e numa terceira fase, tornou-se uma série de aventuras com histórias seriadas.




sábado, 6 de dezembro de 2014

Umbigo de Adão - Folha da Tarde - 1988

Quando passou a ser publicada no jornal Folha da Tarde a série Papaldo ganhou o nome de Umbigo de Adão, e trazia além do entediado Papaldo, o advogado Palhares e o intelectual Porfírio.

A autora, Cláudia Lévay (Cláudia Marina Lévay, 1962-2013), era formada em Direito pelo Mackenzie e dividia seu tempo entre a advocacia e o desenho.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Papaldo - Diário Popular - 1985



A desenhista e roteirista Cláudia Lévay (Cláudia Marina Lévay, 1962-2013) criou para o jornal Diário Popular a figura de Papaldo, um cidadão comum às voltas com as dificuldades da vida familiar: parentes, mulher, filhos...

Sempre em tom cômico, Papaldo era vítima das armações do destino e de sua própria forma de encarar as coisas.

A artista Cláudia sempre se destacou pelo trabalho a favor das causas ambientais, como na série de livros Ecologia em Quadrinhos da editora Brasiliense.




quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Os Urbanos - Diário Popular - 1985



Com os mesmos personagens, mas tratando de outros temas além do futebol, Os Urbanos de Pestana (Maurício Pestana) foi a tira que deu origem à série Golaço.

Publicada em 1985 no Diário Popular de São Paulo.




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O Anjo - Notícias Populares - 1983

Trabalho de início de carreira de Arthur Garcia, o próprio autor comenta a série O Anjo:

"Zumbi 3015 surgiu como uma proposta de história de ficção/fantasia, utilizando o personagem Zumbi dos Palmares, por encomenda de um dos muitos pseudo-editores que de tempos em tempos surgem e desaparecem no espaço de uma semana. Transformada em uma sequência de tiras foi publicada como colaboração não-remunerada nas edições de domingo do jornal Notícias Populares, em 1983 e 1984.

Ao fim da primeira história, me encontrei sem tempo livre e disposição de produzir novos episódios, e resolvi adaptar outros materiais que já possuía para o formato de tiras, e assim manter o espaço de publicação no jornal por mais algum tempo.

Foi o caso da série O Anjo que havia surgido como uma história em quadrinhos erótica a ser apresentada para a editora Grafipar, em um momento em que eu sonhava em ser um quadrinhista profissional e estava fascinado com o trabalho regionalístico futurista do Watson Portela

Com o desaparecimento da editora, fiquei com duas histórias escritas e desenhadas por mim, com arte final de João Pacheco (falecido em 1995), guardadas. Foram estes episódios adaptados para o formato de tiras com muito recorte e colagem manual (o antigo pastup) que viram a luz nas páginas do Notícias Populares.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Os Vagabundos - Diário Popular - 1985



Contando o dia a dia do mendigo Banha, seu cão e um policial, a série Os Vagabundos focava na miséria, fome e violência vividas pelos moradores de rua.

Criada em 1985 pela cartunista Verde (Marcelo Barreto), era publicada no jornal Diário Popular e saiu também em revista pela editora Nova Sampa.