quinta-feira, 31 de julho de 2014

Pô - Folha da Tarde - 1969



Tira de Paulo Caruso publicada nos anos de 1969 e 1970 no jornal Folha da Tarde de São Paulo
Eram tiradas humorísticas de personagens compostos de uma cabeça com pé.
As tiras foram publicadas também na revista O Bicho.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Alan Bico - Folha da Tarde - 1969




Criada por Chico Caruso em início de carreira e publicada entre os anos 1969 e 1970, a tira Alan Bico contava as aventuras e pensamentos filosóficos de um papagaio humanizado. Apesar do trocadilho no nome, Alan Bico não parecia ser adepto de bebidas alcoólicas. A tira chegou a ser publicada na revista O Bicho.

terça-feira, 29 de julho de 2014

O Capitão - Última Hora - 1963




Publicado no suplemento de mesmo nome, aos sábados, no jornal Última Hora do Rio de Janeiro, O Capitão foi criado por Max (pseudônimo do cartunista Jaguar) e contava as histórias de um bando de cangaceiros no sertão nordestino.

Segundo Goida (Enciclopédia dos Quadrinhos; L± 2011) Jaguar "trabalhou... para a Revista da Semana e Senhor (fase inicial, onde criou suas primeiras tiras em quadrinhos, O Capitão, misturando-as nas páginas de humor daquela publicação mensal)".
 
O Capitão foi publicado no também no jornal O Pif Paf e na revista O Bicho.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O Pato - Folha de São Paulo - 1967

O Pato na revista Realidade

Criado por Ciça (Cecília Alves Pinto), O Pato apareceu pela primeira vez na revista Realidade da editora Abril em 1967, provavelmente uma republicação de material do suplemento O Cartum do Jornal dos Sports do Rio de Janeiro.

No mesmo ano começou a ser publicado diariamente pela Folha de São Paulo, onde permaneceu por cerca de 20 anos.

Folha de São Paulo - 1967 




Correio da Manhã - 1970

Em 1970 aparecia também no Correio da Manhã do Rio. A partir daí foi publicado em muitos outros jornais, inclusive do exterior. O Pato contracenava com vários outros personagens como o Sapo, a Pomba da Paz, o Ovo e o Galo. No final dos anos de 1970, com o declínio da ditadura militar, Ciça introduziu na tira O Formigueiro, com o qual fazia duras críticas á situação política do país.

Folha de São Paulo - 1982

O Pato saiu em livro pelas editoras Codecri, Circo e L&PM e foi distribuído para vários jornais pela agência Funarte.

sábado, 26 de julho de 2014

Jacaré Mendonça - Última Hora - 1964




Outra obra do início da carreira de Rodolfo Zalla no Brasil foi Jacaré Mendonça, que contava as peripécias de um aventureiro marítimo. Publicada no ano de 1964 no Última Hora de São Paulo e distribuída pela Barbosa Lessa Produções Artísticas.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Amores Históricos - Última Hora - 1964



Um dos primeiros trabalhos do desenhista argentino Rodolfo Zalla ao chegar no Brasil, em 1963, foi a série Amores Históricos. Publicada pelo Última Hora do Rio de Janeiro em 1964, tinha textos de Barbosa Lessa e apresentava grandes romances da História do Brasil e universal. Veio em substituição a uma série francesa de mesmo nome que saia anteriormente no UH.
A tira era publicada em sentido vertical, ocupando uma coluna inteira do jornal.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Gatinha Paulista - Última Hora - 1964


Em sua passagem pelo Brasil, entre 1963 e 1964, o desenhista argentino José Del Bó criou, para a agência Barbosa Lessa, a tira Gatinha Paulista, que narrava as aventuras de Flora, uma rica herdeira, vivendo com sua velha tia. Quando o dinheiro da herança começa a escassear ela sai à procura de emprego para pagar a hipoteca de sua casa. Em todas as situações, Gatinha parece especializada em se meter em confusões.

Com a ida de Del Bó para os EUA, as tiras da Gatinha Paulista passaram a ser desenhadas por Rodolfo Zalla. Apesar dele continuar assinando com José Del Bó pode-se perfeitamente reconhecer o traço de Zalla na série.

               
Acima podemos ver uma tira com desenhos de Rodolfo Zalla.

Abaixo, história desenhada por Del Bó para a revista Colorado nº 16 da editora Outubro - 1963


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Chucrutz - Notícias Populares - 1975



Por Franco de Rosa

Segundo Ionaldo Cavalcanti, em seu livro "O Mundo dos Quadrinhos", editora Símbolo - 1977, " é uma "série humorística criada por Franco em 1975, aparece no jornal Notícias Populares, de São Paulo. Chucrutz é um jovem contador de piadas que não é muito dado ao trabalho."

Segundo o próprio Franco em entrevista concedida ao fanzine Estúdio de Arthur Garcia em 1984 "o Chucrutz não era um personagem, era uma série de tirinhas de humor...".

terça-feira, 22 de julho de 2014

Maciota - Placar - 1980






"Maciota, o jogador de várzea, frequentemente bêbado e mau caráter, criado por Paulo Paiva no final dos anos 70, voltou nesta Copa do Mundo. Ele é alegria do povo, como o Garrincha. Não por sua destreza, mas por ser muito ruim de bola e viver situações hilárias.

O humor negro é a marca registrada desse personagem que foi criado e publicado com dois nomes diferentes, antes de estrear com sucesso na revista Placar, em 1980. O personagem nasceu como um jogador trapalhão, sob a alcunha de Maloca, em 1976. Teve uma revistinha colorida integralmente produzida para a editora Saber. A revista foi paga mas não publicada.
Duas páginas com o personagem, no entanto saíram como teaser no gibi do Praça Atrapalhado, que contava com a colaboração de Paulo Paiva, e deste que vos escreve. Depois, o Maloca foi publicado no tabloide Vaca Amarela, da editora Grafipar. Mas rebatizado de Borola. Também foram realizadas 30 tiras do Maloca/Borola, que circulou em vários jornais paulistas e também na Gazeta do Povo, de Curitiba, mas dentro da série Chucrutz, de minha autoria.



Desenhos de Luiz Podavin


Paiva sabia que o tema era bom. O futebol inspirou-o na criação de inúmeras tiras da Turma da Mônica, Boa Bola, Nicodemus e outras do Estúdio Mauricio de Sousa, onde ele havia trabalhado antes. A pelota também foi tema de muitas das historietas do Zé Carioca que o Paulo Paiva criou para a Disney/Abril.


Fazendo marcação dura, com seu herói as avessas, Paiva, ou P.P. ou ainda Pepê, como assinou muitas vezes, finalmente resolveu ele próprio desenhar as tiras do perna de pau sacana. O que foi ótimo. Pois nenhum dos artistas que tentaram ilustrar a série, como Fárias, Seabra e outros artistas da Disney, conseguiam imprimir na série a expressão que Paiva obtinha em seus rascunhos, nos roteiros. Seu jeito relaxado de riscar e construir os painéis forjou um estilo próprio e bastante expressivo. Onde podemos “ler” a sua influência do humor gráfico francês de Siné, Sempé e Reiser.




Maciota foi inspirado nos jogadores de várzea, que Paiva conhecia dos botecos da periferia paulistana. E ainda, era uma caricatura de um sujeito que existiu de verdade. Um bebum inveterado que sempre aparecia no bar depois da pelada, xingando o juiz e maldizendo sua má sorte.


Maciota estrelou na Placar de 1980 a 1984. Depois ganhou uma edição especial pela editora Maciota, fundada pelo próprio Paulo Paiva, em parceria com o jornalista Rivaldo Chinem. E ainda ganharia uma edição especial pela editoran Sampa, em 1996. Mais uma edição renovada no inicio dos anos 2000, pela editora Escala, de Hercílio de Lorenzi, grande fã e amigo do artista.
Temos aqui uma mostra das tiras do Maciota, que fazem parte do álbum “Maciota – Fome de Bola”, da editora Discovery.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Maloca - Vaca Amarela - Grafipar - 1980



Por Franco e Paulo Paiva (Brito)

"Eu desenhei o Maloca. Que tinha textos do Paiva. Fizemos uma edição inteira de um gibi em cores para a Editora Saber. Na mesma época eu desenhava o Praça Atrapalhado. O Fabiano Dias era o diretor de arte e fazia a arte-final do Praça. O Seabra finalizou o Maloca. Isso aconteceu, creio, entre 1976/77. O Paiva tinha entrado na Abril e assinava com o pseudônimo de Brito. Cheguei a desenhar 60 tiras do Maloca, também muitas com arte-final do Seabra. Foram publicadas no jornal Noticias Populares.



Muitas das tiras do Maloca foram depois redesenhadas por Seabra, em novo estilo, mas o personagem teve o nome mudado para Borola. Sairam em algum lugar. Não sei onde. E o Seabra não se recorda. Acha que foi só um projeto.

O fato é que em 1982, quando aconteceu a Copa do Mundo, o próprio Paiva refez as tiras do Maloca, com o seu desenho relaxado e rústico. Muito mais expressivo. Eu o considero um dos grandes do nosso humor gráfico. Autêntico herdeiro de Sempé. Paiva fez as tiras, assinou, mas desta vez o personagem foi rebatizado para Maciota. Em tiras e também formato cartum. 

Franco."

sábado, 19 de julho de 2014

Construção - Vaca Amarela - Grafipar - 1980



Derivada da série "As coisas da vida" a tira Construção, criada por Novaes, apresentava as aventuras de dois operários da construção civil, Luizão e Cabide. Focada na malandragem e na vida dura do povo brasileiro Construção mostrava sempre o jeito como os humildes sabem se virar. Publicada nos jornais Folha da Tarde e Vaca Amarela da Grafipar, entre os anos 70 e 80.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

As coisas da vida - Folha da Tarde - 1974


Criada em 1974 para o jornal Folha da Tarde pelo cartunista Novaes a série "As coisas da vida" não tinha personagens fixos. Tratando dos temas do cotidiano, procurava mostrar o lado engraçado da sociedade. A tira, bastante duradoura, foi publicada também no nº 23 do Gibi Semanal da RGE em 1975 e prosseguiu até o início dos anos 1980.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Tibica - Projeto Tiras - Ed. Abril - 1979



Renato Canini criou o Tibica em 1959 para a revista Cacique da Secretaria de Educação e Cultura do Estado (RS), ele era um menino negro que vivia aventuras de criança. 

Em 1979, para participar do Projeto Tiras, reformulou o personagem transformando-o em um indiozinho. 



"Mery Weiss, escritora infanto-juvenil do Rio Grande do Sul, descreve Tibica como um personagem que ama Deus e a natureza, critica a violência, a poluição e a exploração, mostrando a ecologia como um assunto atual desde os tempos bíblicos, de forma ora poética, ora irônica, atraindo a atenção tanto de adultos quanto de crianças". 

Tibica foi uma das criações que teve maior sobrevida do Projeto Tiras e chegou a ser publicado no jornal O Globo em 1984, com distribuição da Intercontinetal Press. Foi publicado em livro pela Editora Mercado Aberto (Cadê a graça que tava aqui? - 1983) e pela Editora Formato (Tibica o defensor da ecologia - 2010)
A primeira versão do personagem.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Zé Candango - Jornal do Brasil - 1963


Fruto da luta pela nacionalização dos quadrinhos, Zé Candango foi criado por Renato Canini e Zé Geraldo Barreto para a CETPA (Cooperativa Editora e de Trabalho de Porto Alegre) iniciativa do governo de Leonel Brizola no Rio Grande do Sul. Foi publicado entre 1963 e 1964 no Jornal do Brasil (RJ) e no Última Hora de Porto Alegre. Zé Candango conta a luta de um pequeno cangaceiro contra os heróis dos quadrinhos norte-americanos, Batman, Mandrake, Lone Ranger e companhia.

O curioso dessa série e que o personagem título, Zé Candango, só aparece na tira de nº 207. Outra curiosidade é que as tiras publicadas no JB são diferentes das tiras publicadas no UH, ou seja, cada tira foi desenhada duas vezes, uma para cada publicação. 
A tira do Jornal do Brasil.

A tira do Última Hora.